sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Tipicamente Tuga

É por estas e por outras que gostava muito de ir viver e trabalhar noutro país.

Hoje é sexta-feira dia 31, normalmente o fim do mês é o deadline para quase todos os prazos, e nalgumas tarefas/projectos importantes a minha empresa não é excepção.

Como hoje às 16h00 ainda não estava nem começado o documento necessário para que esse deadline podesse ser cumprido, resolveram fazer uma reunião, de forma, que em equipa se fizesse a coisa rapidamente, para minorar os prejuízos de eu ter cá ficar até às quinhentas a completar as coisas necessárias ao cumprimento escrupuloso dos prazos.
Sim porque infelizmente a minha parte no projecto é a última a poder ser feita, estando esta linda e inteligente cabecinha dependente da boa vontade alheia.

Bom, a reunião fez-se e até, para grande espanto meu, correu muito bem, dando espaço mais que o suficiente, para que eu pudesse por o meu "carimbo" atempadamente. Quando de repente eu disse assim, olhe lá oh "psss", normalmente essa informação costuma-me chegar por via do seu chefe,... pois que fui eu fazer senão partir a perna à cadela, torcer o rabo à porca, por a pata na poça?
– Tou, Sr. "pss pss" felizmente conseguimos acabar.
– Vou enviar isto então, Ok.
– Hum, tá bem...
– Mas,.... sim, mas.... Ok, sim sim sim, Ok.

Já deito fumo pelas orelhas.... pensei este gajo só vai ver as coisas às quinhentas e cinquenta e eu não estou despachada daqui nem às seiscentas e vinte sete!
Mas não é que me enganei redondamente, o prazo foi adiado! À valentes, quanto não vale ser Chefe e ser chefe Tuga!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Se pudesse ia hoje, e só levava a familia!

O plágio é o que está a dar

Esta coisa do plágio começa a tornar-se ferquente em Portugal! Todos sabemos que as ideias nesta terra são coisas raras, afinal, apesar de sermos um país pequenino, estamos cheios de gente mediocre.

Desta vez foi a Sociedade Alentejana de Investimentos e Participações, que resolveu apresentar como sua uma imagem da Aldeia de S. Gregório, uma quinta de turismo rural, no concelho de Estremoz.

Como se comprova pelas figuras ainda se deram ao trabalho de alterar algumas coisinhas, mas infelizmente não percebem nada do conceito de copianço, é que normalmente quando se faz uma coisa destas a tendencia é fazer melhor que a cópia.




Já não era sem tempo.

Ao fim de tantos meses de mandato, finalmente começamos a ver o nosso Presidente a vetar as leis absurdas da maioria rosinha!

Mais vale tarde do que nunca! Pena é que esse veto não seja definitivo, pois basta o governo aprovar outra vez a lei no Plenário que não restará outra escolha ao nosso Presidente senão aprovar a bendita lei.

De qualquer maneira fica o aviso que que afinal Cavaco não está a dormir!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Qualquer dia é em Portugal




Ainda existem Buracos no Cinto?

Não é de hoje que ouvimos os nossos governantes dizerem que a economia e as finanças publicas não vão nada bem e que portanto temos de apertar o cinto (entendasse poupar) para fazer face a essas graves dificuldades.

Contudo, depois de ler o correio da manhã de hoje pergunto-me se ainda existem buracos no cinto para apertar.

Porquê precisam os deputados da Assembleia da República de um assistente? Porquê? Se eles raramente vão ao plenário e quando vão passam o tempo a ler os jornais.

Acho vergonhoso que se crie mais uma categoria no funcionalismo público, quando se despedem os falsos excedentários.

Esta decisão é justificada, com o argumento de que acabarão as verbas anuais atribuída a cada grupo parlamentar, saindo assim mais barato ao estado.

Mas será que os deputados deveriam ter acessores? Afinal ser deputado é trabalho a tempo inteiro. Ou será que é em part-time?

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Será possivel?


Que o Sporting perdesse porque jogou mal ainda vai que não vai. Agora porque o árbitro interpreta um corte como um atraso. Sinceramente!
Haja paciência.


quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Até os Espanhóis já concordam com os Romanos

"Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!"


Agimos como país terceiro mundista utilizarmos os meios do vizinho, para nos libertarmos de uma de muitas responsabilidades, que vão pesando o mal gerido orçamento do estado.

Mas agora por favor, ajam como homenzinhos e evitem que tenhamos de levar puxões de orelhas dos espanholitos.

Não tem piada nenhuma levar uma ensaboadela do responsável máximo da Autoridade de Saúde de Badajoz, por problemas de burocracia, ora os altos cargos do estado tem assim tanto que fazer que não possam assinar os benditos acordos.

E mais ter de admitir que o Sr. têm razão, porque afinal aqui não se parte do princípio de que quando há um problema é para resolver.

Está tudo explicado!


Hoje ao abrir o expresso, fez-se luz na minha linda cabecinha (desculpem-me a modéstia), bom mas como estava eu a dizer, fiquei completamente esclarecida quanto ao porquê da maioria dos Portugueses aderirem à moda do trabalhar até às quinhentas.

Com esta notícia, não me restam mais dúvidas, eu já andava desconfiada de algumas pessoas com quem trabalho passarem horas e horas no escritório depois das 19h00, até porque o seu "bom" feitio não abonava nada a seu favor, rabugentos, mal-encarados e um tantinho antipáticos, virados só para o trabalho, como se tivessem a chave certa do euromilhões, faltassem 5 minutos para as 20h00 de sexta-feira e estivessem a 20 km de um agente autorizado da Santa Casa.

Irrita-me profundamente as pessoas que são contra a alegria no trabalho, mas depois ligam rádios na estação da moda RFM, ainda que mal sintonizada, para se fingirem de muito in’s, muito sociais, muito urbanas. Um aparte: Estou a ser assim muito mazinha, estou? Se estiver digam! Não estou pois não?

Eu sei que não fica lá muito bem, estar a dizer mal das coleguinhas de trabalho, é triste, muito triste mesmo, afinal de contas durante um dia passamos cerca de 9 a 10 horas com essas pessoas, num mês são certa de 180h/200h! Parou por aqui, que não vou fazer a conta às horas por ano, já chega de bater na velhinha, pobrezinha da senhora!

Resumindo e concluindo ainda bem que ela se vai casar ou ajuntar, a ver se passa a vir trabalhar um “poucachinho” mais bem-humorada, menos carrancuda, menos mal-encarada, sisuda, trombuda, amuadinha, todos lhe devem e ninguém lhe paga, estão a ver o género? Estão? Do piorio!!!


Lady Di

Em vesperas de um novo livro revelador, esta princesa continua presente!
Acredito que jamais será esquecida.



quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Arrogância

Se à coisa que eu abomino é a arrogância, acho insuportáveis as pessoas que tem a mania da altivez e da soberania e com aquela empáfia imensa vão mandando bitaites com ar de superioridade.

A fibra as pessoas muitas vezes é testada em situações pouco confortáveis ou até mesmo constrangedoras.
Obviamente que quando nos agridem a tendência é a defesa ofensiva, não fosso o ataque uma das melhores técnicas, mas podemos defendermos ofensivamente sem sermos arrogantes.

Pois bem, ontem o baixinho do PSD quando questionado sobre as declarações do presidente do Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, revelou-se de uma arrogância atroz dizendo "não respondo a funcionários".

É certo que as declarações não foram agradáveis, pois diziam que já era a terceira vez que aquele conjunto de medidas, eram apresentadas ao chefe do Executivo socialista, mas também é certo que o baixinho teria saído mais elevado se tivesse ficado apenas pelo: "Se o governo já tivesse feito alguma coisa eu já teria mudado de assunto."

3# Trava-Línguas

O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo pra dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.

Cruz Vermelha Internacional


Faz hoje, dia 22 de Agosto 144 anos que a Cruz Vermelha Internacional foi criada Jean Henri Dunant, inicialmente foi criada para apoiar os feridos de guerra, ganhando consistência nas convenções de Genebra e Haia.

Esta entidade sem fins lucrativos, hoje em dia, apoia não só os feridos militares, como também as vítimas de guerra e de catástrofes naturais. Está presente em quase todos os países e reforça a sua assitência nos países em guerra e nos países que corrompem os direitos humanos.



Apresentados como seus

Segundo o Publico, parece que no seu blog Luís Felipe Menezes, recorreu à famosa Wikipédia para escrever alguns dos seus textos não fazendo qualquer referência da sua utilização.

Ok! Vou confessar, também eu ja utilizei n frases da Wikipédia, não só para o meu blog como também para n trabalhos.

Quem é que não o faz? Especialmente quando quer ter certezas sobre factos? Informamo-nos e depois "ajustamos" os textos.

Nenhum dos artigos de opinião é ajustado de textos escritos por outros, isso sim era gravoso, dizer-se senhor de uma ideia que afinal não era sua.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Meo

A PT Comunicações disponibiliza um novo serviço o MEO, justiça seja feita neste momento é a melhor oferta de combinado (Telefone+Internet+TV) do mercado.

Mas como não à bela sem senão, também neste serviço a PT Telecomunicações não se dotou de bons técnicos no que respeita à prestação de informações.

Na semana passada, depois de vários comerciais terem ligado para casa, o meu marido esteve então a ler com cuidado as informações que se encontram on-line na página da web da Meo, e com duas continhas apenas concluiu que era mais rentável aderir ao Meo. Pois bem dito e feito, ligou para a linha forneceu todos os dados que lhe pediram e aderiu ao Meo. Anulou os contratos com as outras operadoras e ficou à espera que dentro de 10 dias úteis nos viessem fazer a instalação.

Passado cerca de quatro ou cinco depois de ter feito a adesão telefona-lhe uma menina da Meo, estávamos nós no meio das mini-férias, a dizer que a instalação do serviço não podia ser efectuada devido a incompatibilidades técnicas da zona de residência.

Bem, este telefonema deixou o meu mais-que-tudo completamente desorientado, então já tinha cancelado os outros serviços todos a pensar no Meo, e depois na volta sai-lhe uma destas na rifa!

Quando chegou de viagem resolveu ligar para o apoio ao cliente da Meo com o intuito de apresentar um reclamação. Ora onde é que já se viu fazerem publicidade porta a porta, telefone a telefone, entusiasmarem os possiveis clientes e depois disso é que verificam que afinal a zona não tem capacidade para assegurar o sistema.

Conversa para aqui, conversa para ali, troca de operadores, passagem ao supervisor e lá se descobre que afinal a chamada “incompatibilidade técnica” era porque nos tínhamos um serviço pré-pago de Internet e não pós-pago. Mas alguém compreende estas operadoras?

Desculpas aceites e lá vamos nos aderir à Meo.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Depois de uma breve passagem,

...pelas imobiliárias, convenço-me de que está tudo doido.


Diria eu que o mercado imobiliário em Portugal é um tanto ou quanto singular, na medida em que praticamente não existe mercado de arrendamento e que o mercado de compra e venda anda a preços exorbitantes.
Estou completamente desmoralizada.

Nesta altura da minha vida, em que perspectivo uma maior estabilidade profissional, minha e do meu mais-que-tudo, em que começamos a fazer planos para a família aumentar, queríamos trocar o nosso apartamento, por outro um pouco maior.

Mas sempre que falamos neste assunto, acabamos por chegar a nenhuma conclusão. Acabamos sempre a falar dos problemas de Portugal, das pessoas medíocres que nos governam, dos patrões exploradores, do endividamento das famílias, da futilidade e egoísmo individual.

Custa-me muito dizer isto, porque gosto realmente do meu País, mas é muito triste vê-lo caminhar a passos largos para o abismo. Todos os dias saem notícias sobre desemprego, politicas económicas desajustadas, autoritarismos governamentais.
E não vejo possíveis melhoras à vista, andamos todos à espera que o D. Sebastião retorne, e ninguém toma medidas enérgicas para nos conduzir ao sucesso.

Centenário


segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Anúncios Geniais

Só num clube genial!



2# Trava-Línguas


"A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso."

Noventa anos depois...

... a fé não se perdeu!




A 13 de Maio de 1917, três crianças apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, chamavam-se Lúcia, Francisco e Jacinta.

Por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, como habitualmente faziam, entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas. Nesse dia, viram uma luz brilhante e viram em cima de uma pequena azinheira, uma "Senhora mais brilhante que o sol", de cujas mãos pendia um terço branco.
A Senhora disse aos três pastorinhos que era necessário rezar muito e convidou-os a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13 e àquela hora.

As crianças assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria. A 19 de Agosto, a aparição deu-se no sítio dos Valinhos, porque, no dia 13, as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho.

Desde 1917, não mais cessaram de ir à Cova da Iria milhares e milhares de peregrinos de todo o mundo, primeiro nos dias 13 de cada mês, depois nos meses de férias de Verão e Inverno, e agora cada vez mais nos fins de semana e no dia-a-dia, num montante anual de quatro milhões.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Há alturas quem que…

...me apetecia deitar tudo ao ar e dizer a umas quantas pessoas “Yippee ki yay, mother fuc***” tal qual como o nosso velhinho Detective John McClane

A sério digam-me lá se é normal?

O dia hoje não me tem estado a correr pelo melhor, primeiro porque me levantei com uma tremenda dor de cabeça, que me acompanha desde às 7h30 até agora, apesar dos comprimidos e depois porque as chatices sucedem-se umas atrás das outras, no que respeita a questões de trabalho mal resolvidas por outros e depois quem tem de apagar o fogo são sempre os mesmos.

Considerações e detalhes à parte, hoje em definitivo o dia não me esta a correr realmente muito pouco nada bem.

Tenho que vos confessar uma coisa, já não aguento o RÁDIO ligado!!!

Digam-me lá se é normal, num escritório ter de aguentar desde as 8h30 até à hora de saída, de segunda a sexta, um rádio mal sintonizado na RFM!?!?

A sério digam-me lá se é normal? Não que, se tivesse bem sintonizado, fizesse alguma diferença, é que caramba todos temos net, a RFM tem emissões online e à anos que inventaram uma coisa chamada fones.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

1# Trava-Línguas

Há muito pouco tempo descobri o conceito do "Trava-Línguas", sempre soube da sua existência, mas nunca tinha realizado que se poderia chamar assim!
Existe em todas as línguas, e consiste numa frase formada por várias palavras ligadas que a sua pronúncia seja quase impossível de se realizar, uma vez que a articulação dos sons exige movimentos da língua pouco utilizados nas expressões diárias.

Quem não conhece o famoso:

"O rato roeu a rolha da garrafa de rum do rei da Rússia"

"Pardal pardo, porque palras? Palro e palrarei, porque sou o pardal pardo, palrador d'el Rei"

"Trazei três pratos de trigo para três tristes tigres comerem"


A ideia é mesmo utilizar os "Trava-Línguas" para aperfeiçoar a pronúncia e a dicção, o que acaba por acontecer é que quando repetidos rapidamente as frases "Trava-Línguas" , ferquentemente trocamos as palavras.

O que todos queremos saber

Afinal o que aconteceu a esta menina?

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Infelizmente…

...as enfermidades são condições presentes nas nossas vidas, todos os dias me deparo com uma nova história, triste sobre uma qualquer doença que apanhou desprevenido alguém. São histórias de conhecidos, amigos, familiares.

A ciência infelizmente ainda não encontrou uma solução que em definitivo acabasse com as maleitas que afectam a condição humana, mas as doenças acabam em absoluto com condição humana. É triste sabermos que alguém se degrada, se definha numa doença intolerante, intransigente com a vida.

As mudanças de feições e de físico, o mau aspecto, e a tristeza de ver a vida acabar-se, a sensação de impotência, cria um desgosto imenso. Os sentimentos tumultuam-se e a fé abala-se.

Mas a revolta torna-se evidente quando se leêm noticias, de que certos medicamentos, medicamentos crónicos, deixarão de poder ser passados pelos médicos de família, acessíveis através dos centros de saúde para somente serem receitados por médicos especialistas cujo o acesso é caro e difícil.


Obrigada São Pedro!

No DN, vem hoje uma noticia cujo título é “Menos fogos este ano e com menor dimensão”, resumidamente a noticia diz que em média este ano se verificaram menos fogos que o ano passado.

Note-se que isto não é mérito da famosa super-brigada criada este ano pelo nosso governo, mas sim do São Pedro que não tem enviado dias de calor.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Esperança

A psicologia clínica diz-nos que é possível várias pessoas reagirem de maneira diferente perante a mesma situação e uma só pessoa reagir da mesma maneira perante situações diferentes.

Não é forma de reacção das pessoas que dita os seus sentimentos digo eu, mas apesar de tudo esta é bastante reveladora.

As pressões externas, cunham diferentes reacções em função das diferentes resistências, a forma que cada um desenvolve de luta contra essas pressões externas depende da capacidade individual de aceitar os acontecimentos presentes e de, no meu entendimento, muda-los.
Claramente que a educação e cultura a que cada individuo está exposto, tem uma acção determinante na forma de oposição a todas as pressões externas.

Quando Madeleine McCann, desapareceu há cerca de três meses, a forma como os seus pais reagiram foi considerado por alguns como estranha e desconexa ao contexto de dor dos acontecimentos, mas por muitos como determinada e persistente.

Desde assessores de impressa, fundos de beneficência, páginas de internet, acções de sensibilização até contactos com o Papa e com os chefes de estado dos mais variados países da Europa, os McCann optaram pela estratégia de não deixar cair o caso do desaparecimento da sua filha em esquecimento, divulgaram fotos e vídeos, fizeram declarações, de forma a manter este assunto na agenda do dia de todos os noticiários da Europa. Apelaram ao mediatismo, para pressionarem as investigações a não desistirem de procurar quem tinha levado a sua menina.

A onda de solidariedade em torno deste caso tornou-se numa gigante cooperação cívica, as pessoas aderiram em massa, comparam t-shirts, fitas amarelas e verdes, foram aos eventos de sensibilização lançar balões, participaram nas vigílias, voltaram às igrejas.

É a primeira vez que o desaparecimento de uma criança, consegue atingir tamanho mediatismo, até então nenhuns pais de nenhuma criança desaparecida tinham agido assim, ou por não saberem a quem se dirigirem, ou por não terem dinheiro para contratarem famosos gestores de imagem, existem mil e uma razões para explicar o porque das proporções mediáticas deste caso.

Aqui tudo foi estudado, os dias, em que deveriam aparecer em publico, as fitas no cabelos, as idas à praia para contemplar o oceano e o sol, o boneco preferido de Madeleine que deveria acompanhar sempre a mãe da menina, as entrevistas exclusivas.

Em Portugal esta investigação, tornou-se a mais cara de sempre, envolveu, centenas de agentes, e levou até os mais altos cargos governativos a prenunciarem-se sobre o caso, poderia até dizer que ultrapassou a exposição pública e passou a caso diplomata. A polícia portuguesa foi chamada de incompetente e os jornalistas britânicos classificaram Portugal de forma primitiva.

Certo é que a policia portuguesa nunca disponibilizou tantos meios para procurar crianças portuguesas nas mesmas circunstâncias, quem não se lembra de Rui Pedro?

As novidades tem sido seguidas atentamente pelos portugueses, mas hoje o Jornal de Noticias, avançou com uma noticia chocante, existem forte indícios, de que a menina tenha morrido acidentalmente no apartamento ocupado pelos McCann

Se isto for verdade, o pedaço de esperança que tinha na humanidade ficará mais pequenino.






sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Há Coisas Espantosas.


Oscar é um gato de dois anos, felpudo e bem disposto, vive nos corredores do Steere House Nursing and Rehabilitation Center, uma Clínica nos EUA e já criou à sua volta uma onde de assombro e incredulidade.

O gatinho compreende quem está prestes a morrer, enrosca-se na cama dos doentes durante as suas últimas duas horas de vida, acompanhando-os no último suspiro.

As explicações sucedem-se, desde à química à psicologia animal, mas o certo é que este bichano, por mais de 25 vezes anunciou o momento exacto da morte de pacientes terminais ou dementes, sem que ninguém consiga perceber o como e o porque.

Superstições à parte, eu não acredito em gatos profetas, mas que os há, há!




quinta-feira, 2 de agosto de 2007

É de 1867, mas muito actual.


Infelizmente não foi só em Entre-os-Rios






Mississipi - EUA 01.08.2007
Balanço: 7 mortos, 60 feridos.

Era mas já não é!!!

O bloco de esquerda, representado pelo seu único vereador eleito, na câmara de Lisboa, vai ter direito a pelouro.

Depois de tantas acusações ao governo, o Zé aceitou o tacho!!! Sim porque o novo presidente da câmara de Lisboa era até à pouco mais de 2 meses, o super-ministro o número dois da nossa governação! E desta feita, o vereador que mais chatices deu ao anterior presidente, vestiu a camisola da cor do novo executivo, da cor do governo.

Ora pois bem, agora temos o BE de braço dado com o PS, pegadinhos, pegadinhos que até dá gosto ver tamanha dedicação.

E já que não temos PSD, nem CDS disponiveis para oposição, o nosso governo continua lindo, leve e solto a fazer o que lhe apetece sem a menor contrariedade.

Hoje no DN...

... o Pedro Lomba teve um rasgo de criatividade, ora vejam se não concordam comigo.

"A VERDADEIRA ENTREVISTA DE JOSÉ SÓCRATES "


Na semana passada, enquanto assistia à entrevista de José Sócrates na SIC e pensava se atrás daquela pose arrebicada existe mesmo uma pessoa com nome próprio, lembrei-me de uma crónica de Nelson Rodrigues sobre a falsidade da entrevista. Nelson Rodrigues dizia que toda a entrevista acaba por ser falsa porque o entrevistado nunca diz o que pensa ou sente. E daí, ocorreu-lhe a ideia da entrevista imaginária, aquela em que o entrevistado poria cá fora "as verdades que não diria ao padre, ao psicanalista, nem ao médium, depois de morto". Pois também eu desejei uma entrevista imaginária ao primeiro-ministro, sem falas decoradas, sem o "Eu quero dizer uma coisa aos portugueses." E pensei: porque não? Como seria essa entrevista?


Sr. primeiro-ministro, Manuel Alegre escreveu contra o medo. Quer comentar?
O Manuel Alegre pensa que ainda está em Argel. Eu disse na SIC que o Alegre de três em três anos escreve um artigo contra o medo. Foi uma boa frase. Gosto de falar assim porque sei que os portugueses e alguma direita apreciam este estilo robusto.

Mas considera-se autoritário?
Sou um bocado nervoso e inseguro. Não consigo controlar. Não suporto que me contrariem: se o fazem é porque não me vêem apto para este cargo. Eu sou primeiro-ministro. Devo vigiar o que dizem de mim.

Acusam-no de se encenar e de encenar o Governo.
Governo como me visto. Com requinte e atenção à forma. Vamos ganhar em 2009.
Sente-se um estranho dentro do PS?
Não tenho nada a ver com o PS. Eu, às vezes, digo umas coisas meio de esquerda para ver se aquela gente se cala. Mas não vou às mesmas lojas, tenho outros hábitos. Dei-lhes um governo, uma maioria e a Câmara de Lisboa. Não chateiem.

Só menos de um milhão viram a sua entrevista à SIC. Teme pela sua popularidade?
Temo. Há uma coisa em Portugal: se adquirimos uma imagem de vencedores toda a gente passa a ver-nos como vencedores. Já viu que quem manda cultiva um ar hostil e distante? Evito motivos que me obriguem a andar cabisbaixo. Seria a minha morte.

Vive bem com a perda de liberdade da política?
O poder compensa dando-nos uma forma de liberdade mais apetecível: sermos nós a manipular a liberdade dos outros. Gosto disso.

Confirma que o senhor e o Presidente se entendem às mil maravilhas?
Se quer saber, eu podia ter sido ministro num dos governos de Cavaco Silva.

Como é que gostaria que o seu Governo ficasse na História?
Vai haver uma "era Sócrates", como já houve, porque não, uma "era Roosevelt". Isso chega-me. E em São Bento já tenho garantido o meu retrato.
LINK - DN
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