quarta-feira, 30 de abril de 2008

Preços Combustíveis


Ninguém garante que se mantenham por muito tempo.

Gasóleo, Gasolina e afins

Pela 14º vez neste ano os combustíveis vão aumentar, é escandaloso como é que das dezassete vezes em que os preços foram mexidos apenas três foram para os diminuir, todos nós sabemos que o preço do barril do petróleo tem aumentado, contudo aumenta em US$ e não em €, são absolutamente vergonhosas e especulativas estas subidas de preço dos combustíveis em Portugal, afinal o 1€ vale 1,59 US$, e este câmbio está relativamente firme, portanto não existem motivos para os preços aumentarem.

Não existe ninguém neste país que ponha cobro a este ardil? A mim custa-me muito que um litro de gasolina custe o mesmo que dois litros de leite, que cada vez que vou por quarenta litros deixe lá 60,942€ (esta é outra ainda não percebi porque os combustíveis são arredondados à terceira casa décimal quando não existe meio cêntimo).

Custa-me que sejam os automobilistas a sustentarem este país, porque pagamos impostos sobre impostos quando compramos um carro, porque pagamos impostos para circularmos com ele, porque pagamos para o estacionar, porque pagamos inspecções de quatro em quatro e depois de dois em dois, porque pagamos seguros caríssimos comparando com o resto da Europa, porque enfim, pagamos, pagamos e pagamos…

Esta história dos aumentos dos combustiveis é tão descabida e despropositada que existe um site na Internet com o “top das gasolineiras” mais baratas, http://www.maisgasolina.com/ e as pessoas atestam os carrinhos onde é mais barato, e as vezes as diferenças chegam a ser de 12 cêntimos por litro, 24$057 escudos em moeda antiga.

Uma vergonha!!!

Caixas de Saneamento

Já aqui tive a oportunidade de dizer, que normalmente, sou uma pessoa cumpridora das regras de trânsito, conduzo com precaução e sem grandes aceleradelas e aos que neste momento estão a por a hipóteses de eu ser uma atadinha no trânsito, tirem imediatamente dai a ideia porque se à coisa que sou é muito despachada, e irrito-me profundamente com os molengas que andam a escolher os ovos que pisam, com os que precisam de uma passadeira encarnada para atravessarem um cruzamento, e com os xicos espertos que gostam de se meterem nas filas à frente dos outros em vez de esperarem como os demais.

Bom, mas não era sobre nada disto que eu queria falar, o que eu queria mesmo dizer, é que as nossas estradas são uma grande porcaria, são uma coisa detestável que me tira completamente do sério, porque de dois em dois metros existe uma caixa de saneamento cravada no alcatrão, porque é que quem manda fazer as estradas e os respectivos coordenadores não tem dois dedinhos de testa e não as alinham tipo todas a 50 cm da berma?

Temos carradas delas juntas a 1 m da berma, a 3 cm do traço contínuo e amontoam-se, parecem cogumelos a proliferarem no alcatrão, é inacreditável, hoje num espaço de 100 m, notem bem 100 m, contei 47 caixas, é inconcebível.

Não existe nenhum iluminado que as mande fazer nos passeios, é que poupavam a suspensão aos carrinhos dos automobilistas e quando fosse preciso tirar uso delas não empatavam nem cortavam o trânsito.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Luz do dia

Uma ideia genial...

 
 
Será que a campanha a favor da eficiência energética da EDP já sabe disto?

Xenofobia ou Circunspecção?

O Primeiro-Ministro Australiano, fez um discurso que esta a causar polémicas, muitos apelidam-no de xenofobo, porque dizem estar marcado por uma grande aversão às pessoas estrangeiras, eu apelido-o de um discurso circunspecto, cheio de ponderação e prudência, muito carregado de bom senso e sentido patriota.

 

"Os imigrantes não-Australianos, devem adaptar-se. É pegar ou largar! Estou cansado de saber que esta nação se inquieta ao ofendermos certos indivíduos ou a sua cultura. Desde os ataques terroristas em Bali, assistimos a uma subida de patriotismo na maioria do Australianos.

A nossa cultura está desenvolvida desde há mais de dois séculos de lutas, de habilidade e de vitórias de milhões de homens e mulheres que procuraram a liberdade.

A nossa língua oficial é o Inglês; não é o Espagnol, o Libanês, o Árabe, o Chinês, o Japonês, ou qualquer outra língua. Por conseguinte, se desejam fazer parte da nossa sociedade, aprendam a nossa língua!

A maior parte do Australianos crê em Deus. Não se trata de uma obrigação cristã, de influência da direita ou pressão política, mas é um facto, porque homens e mulheres fundaram esta nação sobre princípios cristãos, e isso é ensinado oficialmente. É perfeitamente adequado afixá-lo sobre os muros das nossas escolas. Se Deus vos ofende, sugiro-vos então que encarem outra parte do mundo como o vosso país de acolhimento, porque Deus faz parte da nossa cultura.

Nós aceitaremos as vossas crenças sem fazer perguntas. Tudo o que vos pedimos é que aceitem as nossas e vivam em harmonia e em paz connosco.

Este é o nosso país, a nossa terra, e o nosso estilo de vida. E oferecemos-vos a oportunidade de aproveitar tudo isto. Mas se vocês têem muitas razões de queixa, se estão fartos da nossa bandeira, do nosso compromisso, das nossas crenças cristãs, ou do nosso estilo de vida, incentivo-os fortemente a tirarem partido de uma outra grande liberdade autraliana, 'O DIREITO de PARTIR'. 'Se não são felizes aqui, então PARTAM. Não vos forçamos a vir para aqui. Vocês pediram para vir para cá. Então, aceitem o país que vos aceitou."

Esquadra da PSP de Moscavide

clip_image001Neste Domingo a esquadra da PSP de Moscavide ficou entregue a um agente, sim não leram mal, a esquadra ficou à guarda de um único agente. Até aqui a coisa nem corre muito mal, o pior mesmo acontece quando um cidadão entra na esquadra pedindo protecção e o grupo de meliantes que o atacava invade a própria da esquadra e não encontrando qualquer resistência, porque na esquadra só estava mesmo um agente, agride o dito cidadão.

Os restantes agentes que integram o corpo da esquadra da PSP de Moscavide, quarenta e oito ao todo divido por 4 turnos, sendo que no turno em questão estavam de serviço 5 agentes, estavam em patrulhas exteriores, dois a pé e dois de carro, sobrando apenas um agente para ficar de serviço na esquadra, o mais estranho desta história toda é a comissária Ana Nery, responsável pela distribuição dos agentes, dizer em entrevista à SIC “É claro que é normal” ficar apenas um agente na esquadra tendo em conta o contexto em que a esquadra está inserida, este acontecimento não deve ser factor de preocupação, pois trata-se de uma situação pontual e não de uma situação ofensiva para a policia.

Pergunto agora para que pago eu os meus impostos… porque se estiver a ser perseguida, ameaçada, e procurar refugio numa esquadra de polícia, tenho de confirmar primeiro quantos agentes lá estão, caso contrário arrisco-me a não receber qualquer protecção.

Este país é uma vergonha, não existe respeito pelas autoridades nem as autoridades se fazem respeitar.

 

Cartoon de Zé Bandeira, in Dn 29-04-2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Elisabeth Fritzl

Como é que nos dias de hoje, noticias como estas são possíveis?

Esta perversidade, desfaçatez, malvadez, esta ruindade, esta aberração, como é que um Pai pode fazer uma coisa destas a uma filha, como é que um homem pode fazer uma coisa destas, um ser humano, são atitudes repugnantes, atitudes nojentas, que arrepiam só de se ler o princípio da história.

Eu não queria estar a julgar ninguém, eu não devia estar a julgar ninguém, mas é mais forte que eu, olhar para toda esta situação e não tecer uma única reprovação.

domingo, 27 de abril de 2008

Três perguntinhas apenas

  1. Quem foi o primeiro Presidente da Republica eleito depois do 25 de Abril?
  2. Quantos estados membros integram a União Europeira?
  3. O partido do governo, tem maioria absoluta?

Ao que parece metade dos jovens portugeses entre os 15 e 17 anos e um terço dos jovens entre os 20 e 29 anos não acerteram uma única resposta.

Low Costs

Chegaram finalmente à Madeira!!!

image 

Finalmente vamos poder ir para fora cá dentro a preços mais decentes.

Esperamos que as low-cost's também cheguem rapidamente ao arquipélago dos Açores.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Feira do Livro de Lisboa

Ontem foi o dia mundial do livro, e foi finalmente ontem que se anunciou a 78º edição da Feira do Livro de Lisboa, esta vai mesmo ter lugar em 2008, começando no dia 21 de Maio e terminando a 10 de Junho.

Isto de chegar ao mundo editorial e querer mandar em todos os outros têm que se lhe diga e não é só porque o novo grupo que Paes do Amaral formou conseguiu comprar as Edições Asa, Caminho, Dom Quixote, GaiLivro, Texto Editores, entre outras editoras pequeninas, que pode adoptar o título do quero, posso e mando, é que nem pensar.

Quem vai ficar prejudicado com toda esta concentração editorial são obviamente os leitores, já que os contornos dos negócios não são do domínio público, e que Paes do Amaral quer ainda comprar a Pergaminho e a Plátano/Didáctica.

Esta subordinação geral de autores como José Saramago, Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, Luís Sepúlveda, Paulo Coelho, Sveva Casati Modignani e por ai, bem como o domínio dos manuais escolares, trás a este novo grupo de editores grandes responsabilidades, que estão a ser postas para segundo plano, já que a Feira do Livro esteve mesmo em risco de não se concretizar.

Afinal, é dever das pessoas que dirigem, pôr o bem público primeiro que o empresarial, ser altruísta e filantropo, promovendo a leitura e o gosto pelos livros, e sinceramente não me parece que neste momento essa consciência esteja presente neste novo grupo, porque certamente a gestão dos conflitos culturais e estruturais das várias empresas estão a reprimir essa mesma necessidade .

Graças a Deus Nosso Senhor que as outras Editoras mantiveram a sua identidade e firmeza de valores, e resistiram a ideias absurdas e sem sentido.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Sogras

“Sogras, tias e cunhadas, quero-as o mais afastadas”, foi o comentário que deixei neste blog 2+2 , quando a autora comentou que a “Sogrinha, Insiste em telefonar TODOS os dias às 21h! E prende-me o rapaz durante mais de meia hora! Com os miúdos por vezes a acabar de jantar, banhos e cama... tenho de fazer eu sozinha ou chatear-me todos os dias! E, claro, a cozinha fica por arrumar! Não há paciência......”

É um ditado antigo, mas afecta quase todos os casamentos, as discussões entre casais invariavelmente deambulam sobre este tema, “a tua mãezinha isto”, “a tua mãezinha aquilo”.

Eu não sou uma excepção, o meu marido é, mas eu infelizmente eu não sou, ele pode dizer que tem uma sogra cinco estrelas, eu infelizmente não, ele gosta de verdade da minha mãe e trata-a com todo o carinho que um filho pode tratar uma mãe, eu nem trato bem nem mal a minha, simplesmente não trato.

A verdade é que ela também nunca deu muito espaço, para que qualquer relacionamento, em seis anos de namoro e dois de casamento, contam-se pelos dedos das mãos as vezes em que estivemos juntas, e com falta de convivência não é fácil, criar laços francos.

A verdade vai também para além disto, o meu marido não se dá com a mãe e é estranho porque normalmente, pelo menos nas histórias que ouço, os homens tem tendência para se alaparem nas mães e elas são sempre as donas da verdade, mas no nosso caso, a coisa não é nada assim, o meu marido, nunca fica de lado da mãe, também são raríssimas as situações de confronto, ou melhor elas nunca existiram, afinal a senhora telefona ao filho três vezes por ano, no aniversário, no Natal e no Ano Novo, e telefona à nora no dia de anos dela, quando nos vemos é sempre em casamentos, funerais, baptizados ou festas de família, e as oportunidades para os dois resolverem os seus problemas praticamente não existem.

Com o passar do tempo, os pequenos atritos vão crescendo, funcionando quase como uma bolinha de neve que é atirada do topo de uma colina e que vai crescendo à medida que o tempo passa.

Neste momento atrevo-me mesmo a dizer que os laços profundos da maternidade foram quebrados, e que será muito complicado voltar a uni-los, nós não temos filhos, ainda não temos, gostávamos muito de ter crianças, essa bênção de Deus, eu sei que os sentimentos de mãe só se compreendem quando se vivem, mas acho que estes rompimentos “entre mãe e filho” são muito difíceis de reparar, de curar, de ultrapassar, são sentimentos feridos e mágoas constantes.

Às vezes penso, quando tivermos bebés como é que me vou sentir só de pensar que na minha vida pode, algum dia existir uma quebra assim tão forte entre mim e os meus filhos, e peço a Deus que se algum dia elas existiram me dê discernimento para ceder, para no momento em que as coisas começarem a correr menos bem, eu consiga falar e consiga agir sempre como até hoje, sem guardar mágoas ou rancores das pessoas que gosto, e a não suportar viver 10 minutinhos que sejam zangada com o meu maridinho, com os meus pais, com os que amo verdadeiramente, é um erro eu ser só assim para aqueles que verdadeiramente amo, eu sei que devia ser assim com todas as pessoas, porque a mágoa é má de mais, mas os outros não me importam e desses nem chego a ter mágoa, não penso desgostosa nem amargurada nas tristezas e ressentimentos, alias, graças a Deus esses sentimento só tenho com uma pessoa, a minha sogra, tenho-o para com ela porque não suporto as atitudes de desprezo que tem para com o filho, não suporto ver a tristeza no seu semblante cada vez que se fala no tema mãe, aos poucos esse tema vai sendo tocado com intervalos cada vez maiores, e um dia acabara por ser esquecido, mas neste momento está presente, e deixa resquícios de dor, sempre que aparece.

O meu marido, têm outro irmão, tem duas sobrinhas e vêm outra a caminho, e os meus sogros vivem para as netas, vivem numa realidade falsa, que eles construíram como melhor lhes soube, construíram-na e vivem nessa ilusão, na ilusão de que têm um relacionamento saudável com o filho e que tudo o que eles fazem é o correcto, não descem do seu pedestal e da sua altivez e não percebem que aquele menino traquina e meigo de à 20 anos atrás cresceu e têm agora a sua vida.

Dia Mundial do Livro



Pobre e mal agradecida, eu? Não, nem pensar.

Neste momento encontra-se em cima da mesa, para discussão, uma proposta de lei para alteração do código de trabalho em vigor, um dos seus principais pontos, é como em todas as discussões deste género, a tentativa de flexibilizar/facilitar os despedimentos.

Contudo, esta proposta têm uma surpresa que sabe a amârgo, o governo propõem aumentar mais um mês à licença de maternidade, as mães passam a poder ficar com as crianças 5 meses com o ordenado a 100%, e mais três meses com o ordenado a 25%.

Se eu me contentasse com migalhas, a esta altura do campeonato, estaria a dar pulinhos de alegria e a dizer que o nosso governo era o maior, e que afinal não era tão mau quanto isso, e ainda assim, depois de tudo o que disseram deles ainda são capazes de gestos magnánimos,... mas eu cá não, fico logo é varada quando penso que em alguns países da Europa, o tempo de licença de maternidade a 80% chega quase aos três anos.

Pobre e mal agradecida, eu? Não, nem pensar. Eu cá não gosto é de achar que só porque as coisas melhoraram um bocadinho podem ser branqueadas, como se não houvessem nódoas no sistema.

Isto é deitar areia para os olhos das pessoas, afinal de contas assim, não se fala na tentativa de alterar os despedimentos apenas por justa causa.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Guerras internas

image Um poleiro e uma cambada de galos, vamos esperar para ver quem vence estas eleições internas do PSD.

Não percebi o porquê da demissão de Menezes, uma pessoa que esperou quase vinte anos para ficar à frente do seu partido, e depois em pouco mais de seis meses demite-se assim de um dia para o outro pondo a culpa nos inimigos internos e nos falatórios moralistas.

Gostava de perceber se um dia, neste país existirá algum partido politico capaz de conduzir, Portugal, com rectidão.

Sim, sim,

A corridinha da tarde soube muito bem!!!

image

Para desanuviar

Hoje há tarde, quando sair do escritório vou dar uma corridinha!!!

Afinal o mau tempo foi embora!!!

Discriminação II

Há uns dias que me ando a sentir discriminada aqui no escritório, bem sei que há muito que procuro outro trabalho, sei que em praticamente todos os sítios estas coisas acontecem, e que infelizmente são quase inevitáveis.

Continuo à espera de uma oportunidade para mudar de vez daqui, é triste dizer isto, mas quero mudar, não só por tudo o que já tenho falado sobre o meu trabalho em posts anteriores, mas também porque desaprovo alguns dos valores desta companhia.

Ainda não percebi bem qual o factor discriminatório, o que é que é responsável pelo facto de uns serem preferidos a outros para irem a um mero encontro.

A formação académica não é de certeza, licenciados e não licenciados participam no evento, o factor c também não risca grande coisa, pelo menos neste caso, o tempo de trabalho na empresa muito menos, à pessoas que estão cá há três meses que vão e outras que trabalham cá há trinta anos que não vão pôr lá os pés e a posição hierárquica também não é a responsável pela ida ou não, o certo é que esta incerteza mexe comigo à grande, porquê uns vão e outros não? Não fazemos todos parte da mesma empresa?

Em outras companhias, onde amigos meus trabalham, existem encontros de macro-estruturas, onde participam somente administradores e directores, o que não é o caso desta, outras empresas fazem reuniões só para determinados departamentos, onde, vão aqueles que pertencem ao departamento x ou y, tipo equipas de marketing ou de vendas, outras empresas ainda fazem encontros para todos os trabalhadores, mas nunca vi ou ouvi dizer, que esta ou aquela empresa fez ou faz, o que a onde trabalho está a fazer, nunca ouvi falar em encontros só para alguns, sem estar definido qualquer critério de selecção, nunca.

Sabem, para mim é indiferente ir ou não, não é isso que me preocupa, o que me faz realmente comichão é a vaidade que se cria à volta do evento. Ninguém fala no assunto directamente, mas todos os que vão se vangloriam pelo convite.

Duvido muito que a maioria dos que não vão saibam sequer da existência deste acontecimento, provavelmente só se aperceberam quando os que forem não aparecerem, e provavelmente quando eles voltarem também ninguém dos que não foi, vai tocar no assunto.

Gostava de poder mudar as coisas, gostava de poder criar valores diferentes, mas sei que não tenho nenhuma varinha de condão, por isso só me resta uma opção, continuar ou melhor intensificar a procura de novas oportunidades.

Discriminação

A palavra discriminação, tem como sinónimos a palavra destrinça e separação entre outras, pode variar entre vários moldes, racial, social, religiosa, sexual, ou até mesmo estatística, apesar desta última ser uma discriminação técnica e não moral.

As discriminações, reduzem as oportunidades individuais dos discriminados, e excluem de todas as possibilidades de partilha do contexto aqueles que não se incluam características exigidas pelo discriminador.

Se não houvesse discriminação existiria igualdade de direitos entre raças, entre classes, entre religiões e entre sexos. A discriminação directa é reprovável logo de imediato, ao passo que a indirecta muitas vezes nem é reconhecida, os discriminadores não são apontados, e as acções aparentemente imparciais que produzem intencionalmente, não são postas a nu.

Normalmente a discriminação surge sobre o preconceito, sobre os juízos predefinidos, e pejorativos sobre alguém que é diferente, sobre conotações impostas pela sociedade para grupos diferentes como pobres/ricos, negros/brancos, católicos/muçulmanos, mulheres/homens, deficientes/não deficientes, enfim, poderia estar aqui horas a enumerar grupos antagónicos que sofrem de preconceito e discriminação.

Todos os países tem leis contra a discriminações, nos seus discursos, de tomada de posse ou inauguração, os governantes raramente falham este ponto, “devemos reprimir toda e qualquer forma de discriminação”, contudo, essa conversa não passa disso mesmo um discurso cavaqueira e demagogo, só mesmo para inglês ver.

Quem é que nunca teve atitudes discriminatórias, ou preconceituosas? Quem? Todos já as praticámos, mea culpa, assumo que já por diversas vezes tive esses comportamentos censuráveis, no trânsito, quando algum condutor, não arranca com ligeireza num sinal stop, quantas vezes disse “Vê-se mesmo que é mulher” ou nas filas do supermercado, quando refilo com os mais velhos, porque vão sempre as compras às horas que as pessoas que trabalham também vão, e como já não tem destreza juvenil perdem horas a arrumar as compras, a pagar, e a dar dois dedos de conversa às meninas da caixa. Mas na minha reflexão individual, no meu exame de consciência, nunca identifiquei uma única atitude, que discriminasse e prejudicasse quem quer que seja.

Há outra pergunta, igualmente importante, que vos gostava de fazer, quem é que nunca se sentiu discriminado? Às vezes tornasse complicado, muito complicado mesmo, consciencializarmo-nos que já nos sentimos discriminados, essa consciencialização, obrigada a identificarmos características em nós que nos diferenciam dos demais, características que muitas vezes nos esforçamos por mudar, ou simplesmente essa consciencialização obriga a perceber que já fomos mal tratados, e isso magoa.

Não exite um mundo livre de sentimentos, preconceituosos e discriminatórios, podemos lutar para que os mais graves deixem de existir, mas é muito dificil, porque a discriminação ou começar em nós ou por nós.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Obras alheias em casa própria II

Como já todos sabem, os meus amigos e vizinhos estão a fazer obras no seu apartamento, tal como eu já contei aqui, também sabem que os Srs. que eles contrataram furaram um bocadinho mais ao lado, e atacaram a minha casa.

O meu-mais-que-tudo, diz que eu ando um bocadinho paranóica, chama-lhe sindroma pós-traumático do buraco na parede, mas o certo é, que quando ouço um barulhinho um bocadito mais forte, lá vou eu disparada até à parede em questão inspeccionar todos os cantinhos.

Na segunda-feira ao almoço não foi excepção, começei a ouvir um barulho mais intenso e disparei para a sala, o certo é que o meu sindroma pós-traumático do buraco na parede, têm uma razão de ser, porque quando cheguei à sala o barulho continuava fortissimo, e os vestígios de caliça começavam a intensificar-se.

Não me preocupei muito em perceber de onde vinha a caliça, simplesmente sai disparada porta fora e entrei, ou melhor invadi, o apartamento dos meus amigos e vizinhos. Eu confesso estava transtornada, e mandei parar a obra. "Acaaaabouuuuuu não furam maissssssss", bom, eu disse mais qualquer coisa aos Srs, que agora não me recordo, mas o que tornou este episódio inesquecível, não foi o meu acto heroíco de ter impedido atempadamente mais um buraco em minha casa, mas sim, ver o meu-mais-que-tudo entrar também na casa dos vizinhos com a maior calma do mundo e explicar aos Srs. das obras, que são russos que aquela parede era a fronteira entre as duas casas.

Dizia, "A-qui u-ma pro-pri-e-da-de", e apontava "A-li ou-tra pro-pri-e-da-de", e apontava "A-li, não, fu-rar", "A-li meu", "A-li não pu-der fu-rar", "M-e-u ca-sa, m-e-u", "U-ma pro-pri-e-da-de, ou-tra pro-pri-e-da-de".

E foi-se embora, calmissimo, e todo contente porque tinha finalmente explicado aos russos que a obra não deveria continuar até à minha casa.

Pelo menos reforçei uma certeza, tenho um maridaço, o rapaz até fala Russo!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Diga lá qualquer coisinha,

Depois da frase "Dá-me o telemóvel já!" Portugal, já tem uma nova frase para se candidatar aos oscares

 

"Diga lá qualquer coisinha, vá lá Sr. Deputado, qualquer coisinha nova"

image

200 e tal km/h

As estradas Portuguesas, infelizmente, têm limites de velocidade que muitas vezes não se adequam à realidade da estrada e dos condutores.
Se conduzirmos numa estrada nacional, com duas faixas e dois sentidos e com curva contra curva, caso não exista nenhum sinal vertical que re-limite a velocidade, podemos conduzir a 90 km/h, ou seja a apenas menos 30 km/h do valor máximo que se pode atingir numa auto-estrada com seis faixas de rodagem.
Ontem, aqui no escritório, no meio de um momento de pausa, falávamos sobre isso mesmo velocidade nas estradas, como muito cumpridora que sou, disse que de minha casa ao Algarve levava no mínimo 2h e 45 minutos três horas vá, e não podia parar em nenhuma estação de serviço, nem para fazer um xixizinho, durante os 350 km de viagem, escusado será dizer que fui completamente gozada, sim, porque os bons dos meus coleguinhas de trabalho disseram que o faziam em uma hora e meia, e ainda por cima paravam para beber café na estação de serviço.
imageRidículo, foi a minha resposta brilhantemente inteligente, o teu carro não faz uma média de 230 km/h, é só fazer as contas… Por minutos fiquei orgulhosa de mim mesma e da minha magnifica ginástica mental.

Mas o pior problema, estava para chegar, a verdade é que parece que os meus colegas não se estavam a regozijar mas sim, a dizer a verdade pois por sistema costumam andar a grandes velocidades. No meio desta conversa, um deles até fez referência à Alemanha, pois ai não existe limite de velocidade nas auto-estradas, e não se corria o risco, de como em Portugal apanhar uma multa.
A esta altura do campeonato, já eu estava completamente noutra, já pensava na minha velhinha professora de Físico-Quimica, aquela querida professora, que tinha um olho de cada cor, e nos seus ensinamentos de iniciação à física em que falava das forças, da velocidade, da aceleração e nas muitas fotografias de desastres de automóvel, em que do condutor e passageiros nem a alma se aproveitava, lembrei-me das dezenas de exercícios que fizemos, sempre com as mesmas premissas, massa do corpo, distância entre obstáculos, e velocidade, e agradeci-lhe, a ela e aos meus queridos paizinhos, pelo juízo e ponderação que ajudaram a criar nesta minha cabecinha.
Eu prefiro fazer Lisboa – Algarve em mais 75 minutos que os meus colegas e saber, pelo menos no que me diz respeito, que sigo viagem com a consciência tranquila, pois na questão da velocidade, não exagerei.
Não que nas estradas portuguesas, se verifiquem desastres apenas por excesso de velocidade, mas este factor nós podemos controlar, nós podemos assegurar a que velocidade queremos que o nosso veículo circule.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Obras alheias em casa própria

Os meus vizinhos e amigos, estão a remodelar a sua casita, eles é casas de banho renovadas, cozinha novinha em folha, é chão, portas e janelas novas, paredes a ir abaixo, enfim, estão a tratar de dar uma grande remodelação ao seu apartamento.

Como amigos que são, até nos emprestaram um chouriço, para pormos à porta de casa de modo a que, a poeirada que os Srs. das obras inevitavelmente fazem fosse minimizada, o barulho esse não ligamos muito, afinal os Srs. trabalham das 8h30 às 17h30, e a essas horas, pelo menos a nós, não incomodam absolutamente nada.

Na sexta-feira passada, começo a sentir em casa um pouquinho mais de pó na sala do que o habitual, mas desvalorizei, afinal os vizinhos do lado estavam em obras, quando o meu mais-que-tudo chega a casa, estou eu a começar a preparar o jantar, quando ouço um chamado, com uma voz aflitiva.

Comecei a lembrar-me do pó a mais que tinha sentido em casa, mas desvalorizei, afinal os vizinhos do lado estavam em obras, chego à sala e vejo uma cara aflita, apoquentada mesmo.

– Não vais acreditar temos um buraco na parede!

Nah, não pode ser! Boa piadinha a tua.

Ora aproximo-me da “parede fronteira” entre a minha casita e a deles, começo a ver muito pó cor-de-laranja no chão, sim pó de tijolo, pó esse que vinha de trás da minha estante, lanterna em punho, espreitadela para cá, espreitadela para lá.

Vamos ter de arrastar o móvel! – diz o meu-mais-que-tudo.

Vamos tirar os livros de uma ou duas prateleiras para ser mais fácil!

Claramente que tivemos de tirar livros de mais que uma ou duas prateleiras, tivemos mesmo de tirar os livros todos da estante de 202 cm de altura, e começar a limpa-los, porque por mais estranho que parece-se os livros que estavam fechados dentro da estante com portas de vidro, começavam a revelar-se com pó, e a medida que descíamos de prateleira esse pozinho laranja intensificava-se.

Resultando um buraco na “parede fronteira” de 25 cm de diâmetro, uma estante parcialmente destruída, e muita, muita trabalheira!!!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

domingo, 6 de abril de 2008

Euromilhões

Amanhã, começa mais uma semana de trabalho. Caramba, não há meio de ganhar o Euromilhões!!!

Eu já não peço um prémio de 120 milhões de euros, mas 119 milhões já me satisfaziam.

colagem

Um dia quem sabe, poderei acordar à segunda-feira de manhã e passear-me pela 5 Avenue

Leis como o Caranguejo

O nosso governo andou a aprender com os caranguejos como fazer leis, medita sobre um tema, lentamente decide-se a iniciar uma decisão sobre o mesmo, empurra-o para a sociedade e depois, quando os Portugueses não lhe acham muita piada, recua rapidamente.

Se prestámos atenção à nova lei da adopção, em que se prevê que os custos de abertura do processo sejam na ordem dos 500 €, já vai ser revista, pois afinal de contas os "custos processuais não devem ser responsáveis por quaisquer entraves à adopção", eu só não percebo uma coisa, como é que não se lembraram disso antes.

Trabalho para a Namoradinha

A namoradinha do nosso actual Primeiro-Ministro, que ao que pude apurar, nunca apresentou nenhum programa de televisão até à data, foi contratada para apresentar a segunda série do programa «O Meu Bairro», na RTP 2.

Existem algumas suspeitas que um antigo administrador da RTP tenha tido envolvimentos na escolha, apesar do Sr. negar viamente qualquer influência nesta tomada de decisão, segundo uma noticia do semanário Sol.

O certo é que, com pouco mais de 20 anos de carreira jornalista, a namoradinha do nosso actual Primeiro-Ministro, passou por revistas como Elle, Cosmopolitan, Marie Claire  e por muito estranho que pareça, trabalhou também para Conscience (revista publicada por Catholics For Free Choice), desde 2003, altura em que as revistas de fofocas a colocam ao lado do nosso actual Primeiro-Ministro, esta jornalista passou a ter um destaque exagerado, nada ao nível do seu curriculum.

Na blogoesfera muitas vezes escreve textos polémicos, que geram confusão e atrito entre autores de outros blogs, estando conotada como defensora dos homossexuais e lutadora contra a homofobia. Desde à uns tempos para cá passou a ter direito a um espaço semanal num diário conceituado, e uma protecção impreceptivel, pois não foi publicado o direito de resposta pedido pelo vice-presidente do Conselho Superior de Magistratura da República Portuguesa ao artigo que esta escreveu aqui.

E não me venham cá dizer esta carreira jornalistica não é fruto do trabalho árduo e suado da namoradinha do nosso actual Primeiro-Ministro.

 

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Mais pelo mesmo

Se o meu patrão ou o de qualquer outra pessoa, viesse ter comigo e me dissesse, a partir do dia x o seu contrato de trabalho vai ser alterado unilateralmente e portanto vai ser obrigada a vir trabalhar mais horas pelo mesmo salário, eu acho que o mandava àquele sítio.

De facto, eu não posso falar muito, porque raramente cumpro o horário e contam-se pelos dedinhos destas mãozitas, o número de vezes que sai às 18h00. ´

Faço sempre mais horas do que devia, mas de qualquer maneira essas pressões são não oficiais, são pressões abstrusas, não são feitas às claras e com a concordância da lei.

1000

O Sr. Presidente da República, que raramente se engana e nunca tem dúvidas, promulgou desde a sua eleição em 2006 até hoje cerca de 1000 diplomas, tendo sido o milésimo diploma o do decreto-lei que aprova a organização e o funcionamento da Comissão da Carteira Profissional do Jornalista.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A frase da semana

" É um acto de publicidade sem qualquer impacto na economia"

 

Belmiro de Azevedo, in Publico, sobre a diminuição de 1% do IVA

Quatro a mais, é demais

Um ou dois tudo bem, vá três uma pessoa ainda aguenta, agora quatro kilogramas a mais num mês é completamente inaceitável.

Eu passei de cinquenta KG para cinquenta e quatro KG em apenas quatro semanas, nunca na minha vida tive cuidado com o que comia, nunca, eram chocolates três e cinco vezes ao dia, era chantilly com morangos e chantilly com gelado de chocolate e chantilly sozinho, era leite condensado e gelatinas, bolachinhas a torto e a direito, vida sedentária de escritório a acompanhar e nunca, juro-vos que nunca tinha engordado 500 gramas que fossem, e agora assim de repente foram logo 4000 gramas de uma só vez...

Ai não me consigo imaginar em dieta!!!

Um olho de cada côr

olhodecadacorParece que no Zoológico de Ghamadan, em Amã, na Jordânia, existe um gato, este fenómeno pouco comum de existirem gatos domésticos em Zoológicos, parece estar relacionado com o facto do bichanito ter um olho de cada côr, pois bem um olhito azul e o outro verde.

Eu não sei como é que as coisas funcionam com os gatos, e até que ponto esta caracteristica é tão rara assim, mas uma coisa é certa, a minha velhinha professora de quimíca não podia viver na Jordânia, porque certamente a enjaularia para apreciação dos seus dois olhinhos, é que a Sra. têm um azul e outro verde.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Cenas da Natureza

Foto1 Foto2  foto8 foto9.jpg

Estas fotos chegaram por email, são tão engraçadas que não resisto em partilhar.

Descubra as diferenças

No princípio dos princípios...

maraihcarey97 maraihcarey93

Após alguns anos e muitas plásticas...

maraihcarey08

Francamente gostava muito mais da primeira Mariah Carey, muito mais natural, mais genuina,

com melhor voz,

mais tudo!!!

designed by Charming Templates