sexta-feira, 20 de abril de 2012

quarta-feira, 18 de abril de 2012

A vida é isso mesmo, vida.

Há algum tempo que tenho vontade de voltar a escrever, para desanuviar, para me manter activa, enfim, devaneios ou reflexões, a verdade é que escrever aqui me deixava tranquila, bem-disposta e alegre, mas nos últimos tempos, essa alegria tem escapado em muito momentos, pelos dedos das minhas mãos.

O ano 2011, apenas me trouxe uma coisa boa, mais um embutido, de resto posso, deita-lo fora, e esquecer a sua existência. Sei que mais um embutido é por si só uma razão de felicidade extrema, aliás, todos os momentos com o meu niquinho reflectem isso mesmo, mas a compreensão humana ultrapassa esses momentos, e centra-se no que nos deixa triste.

A saúde e a vida dos nossos é tudo, saber que não sofrem e que nos acompanham, é o quanto basta para aquietar os nossos corações. E o meu anda incerto, palpitante e magoado.

Ver o sofrimento dos que amamos ou olhar para o lado e não vermos mais os nossos queridos, porque se foram para sempre, magoa, magoa muito, magoa mesmo. Deixa marcas para sempre, e muitas saudades, muitas, muitas saudades.

Por isso não posso guardar o ano 2011, não posso querer repeti-lo.

Por isso perdi a vontade, perdi o ânimo, de voltar e escrever, só a esperança de saber que a vida é isso mesmo, vida e morte, de acreditar que a minha querida velhinha estará num sitio maravilhoso, acompanhada e feliz, consola a minha tristeza e mágoa.

O ano de 2012 será marcado pelo nascimento de mais um ser especial na minha vida, um filho muito desejado, muito querido, apenas por isso 2012 já é um ano bom, é um ano de esperanças, esperanças da renovação da vida, da recuperação da vida, e da esperança que o sofrimento e a saúde dos que amamos retorne brevemente, esperança de acreditar de querer acreditar que as coisas boas e as menos boas, nos fazem crescer, e nos tornam pessoas melhores.

Envelheci, envelheci muito nos últimos 6 meses, por causa das moinhas insignificantes que juntas criam bolas de atrito, que por mais que sacudamos do capote, insistem em "acarrapar-se" a nós. Envelheci por causa dos acontecimentos inesperados, tristes e maus, que nunca terão volta, e  mudam a nossa vida para sempre. Envelheci por causa dos remorsos, da falta de acções, de falta de presença no momento crucial, no momento final. Envelheci por causa da impotência fase à doença, das fragilidades do corpo, das fragilidades da alma.

Por altos e baixos todos passamos, cada um tem a sua cruz, os seus problemas, as suas provações, mágoas, tristezas, o que nos distingue enquanto pessoas, é a capacidade com que as transportamos ao longo da vida, com que as transformamos, com que aprendemos com elas, e evitamos que se tornem uma constante dos nossos pensamento, o que nos distingue enquanto pessoas, é a capacidade de aproveitar todos os momentos bons e preencher a nossa vida, com as pequenas felicidades, é isso que tenho feito, ou tentado fazer, e é por isso que resolvi, voltar a encher este espaço.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Será que já está na hora de voltar?

Estou com vontade de voltar, de escrever o que me dá na real gana!

Será que já está na hora de voltar?

Aconteceram tantas coisas nestes últimos meses de ausência,
 muitas tristes, outras más, mas uma muito boa certamente.

Fica a promessa, de para breve retomar este espaço, e voltar a fazer dele a minha cara.
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