quinta-feira, 16 de março de 2017

Neurônios receptores olfatórios!!!

Estas coisas do mau cheiro, são assim, como dizer... incómodas. Não existe pessoa no mundo, creio eu, que goste de gases mefíticos, fétidos, infectos, pestilentos, vá em suma o cheirinho a "pum" não é do agrado das pessoas em geral!
 
Mas o assunto torna-se mais desagradável, quando encontro o mau cheiro quando entro num sítio fechado e o responsável pelo aroma desagradável está a sair! Quem sai normalmente já sai sem sentir o odorífero fedorento; apenas sabe que o deixou, porque sabe o ar que liberta, mas na realidade olfativamente já não o sente, agora eu que estou a entrar, tenho os neurônios receptores olfatórios, (células de transdução de sinal do sistema olfativo presente no epitélio olfatório) não saturados, e deparo-me imediatamente com um constrangimento respiratório complexo. Se me volto e saío para aliviar as minhas células receptoras sensoriais, a outra pessoa pode ficar melindrada, perceber que eu dei conta que libertou o que devia deixar guardado e cria-se um episódio molesto, mas gerível, afinal posso alegar sempre que me esqueci de qualquer coisa e o outro vai ficar na dúvida.
 
Acontece que existe, em particular, um sítio, que nos ensinaram em criança ser convencionalmente permitido libertar esses tormentos.
Quando vou à casa-de-banho, rezo a todos os santinhos para não apanhar congestionamento na hora de entrar, não quero cruzar-me com quem saí, e muito menos encontrar o cheirinho podre.
Recuar está fora de questão, então eu vou entrar e depois não entro para fazer o que preciso? Não está bem. Dou ideia que estou tolinha; o compasso de espera não atenua o cheiro por isso não vale a pena usar essa cartada. 
Então? Então entro!!! E se a casa de banho tiver janela, o episódio pode melhorar substancialmente, aquelas respirações profundas ao pé da janela ajudam, já que a despolarização do neurônio olfatório tem um funcionamento rápido, pois temos um canal aberto à entrada de sódio e cálcio que em alta concentração iniciam uma cascata de eventos que geram a dessensibilização do neurônio receptor olfatório.
 
E se não tiver janela? Pois bem! É colar as narinas e treinar para os 3 min sem respirar!!! Eu cá não me armo em corajosa, recuso respirar o mais possível para que as sinapeses nos glomérulos com as células mitrais saturem e deixem de indicar a presença daqueles odorantes. Na verdade o odorante não desaparece, os neurónios é que deixam de o transmitir, e por isso ficamos com a falsa ideia que já passou, eu cá não quero isso para mim.
 
Posto isto, e tendo em conta que temos um outro sentido muito sensível, aos desagradáveis afetos desta vida, como a visão, espero sempre que o meu antecessor, seja limpinho e não me deixe boiadores nem rastros! É desagradável. Já tenho de levar com o pivete não preciso de inundar de imagens o meu cérebro! É que a memória é tramada...

Outra coisa que me apoquenta quando me cruzo na entrada da casa-de-banho com alguém, é o depois, quando eu sair, este cheirinho permanece, se aparece alguém a entrar quando estou a sair vai achar que fui eu... apoquenta-me que outros pensem de mim, aquilo que penso dos outros... "cambada de c@&#"s;

"Amor é Sintese"

Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu !
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou :
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor !
Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!
 
Mirthes Mathias

terça-feira, 7 de março de 2017

Transplante de Coração Artificial

Foi ontem,
no Hospital de Santa Maria, 



que se fez o primeiro transplante de um coração artificial,
pelas mãos do cardiologista José Fragata, 
foi um sucesso.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Tenho o coração pequenino

Adiei o mais que pude esta decisão, adiei, adiei, até não conseguir encontrar mais nenhuma razão que justificasse a permanência dos meus filhos no colégio que estavam até sexta passada.

O investimento que mensalmente fazia não apresentava retornos positivos, cada dia que passava se notava mais a falta de fio condutor de acções, de projectos e desenvolvimentos.

Durante meses, recusava-me a ver que aquela fosse a vontade do colégio, que a via da mediocridade fosse efectivamente o que pretendiam, para mim o elevar, cultivar e trabalhar a educação e aprendizagem só podem ser as prioridades de qualquer instituição de ensino; recusava-me a interiorizar que um colégio privado, estivesse constantemente a comparar-se com o público; recusava-me a acreditar que a direcção pudesse ser concordante com métodos repressores, ultrapassados e retroados, sendo usado o reforço negativo, a redução de auto-estima dos alunos, a aplicação de sofrimento emocional, a descriminação e em alguns contextos o bullying institucional.

Por isso e depois de várias intervenções junto da direcção da escola, decidimos que não podiam continuar naquele colégio até ao fim do ano, iria ser mais prejudicial que as "dores" da mudança a meio do ano, e então mudamos!

Hoje tenho o coração pequenino, hoje foi o primeiro dia de aulas no colégio novo. Estou com o coração pequenino, porque os meus pintainhos estão em processo de mudança, mas ao mesmo tempo, sinto um alívio, um alívio enorme.
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