segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Ronaldo dedica golo à Madeira

Desde que começou a ganhar aquelas manias de "metrosexual" que eu não vou muito à bola com o Cristiano Ronaldo, tem dias, muitos por sinal, que acho que ele tem tanto dinheiro, mas tanto dinheiro que não sabe bem o que fazer com ele, por isso gasta em futilidades tolinhas.

Mas depois há outros dias, que fico assim, a modos que comovida, com as acções do rapaz:



"Ninguém pode ficar indiferente a esta calamidade de grandes proporções,
muito menos eu que nasci e cresci na Madeira, uma ilha que, obviamente, me diz muito.

É por esta razão que quero expressar a minha disponibilidade
para, na medida do que me for possível, ajudar os organismos e entidades oficiais,
no sentido de serem minorados e
ultrapassados os efeitos desta grande devastação."


"Prontos", é bom ver que alguns dos Internacionais Ricos de Portugal, nas horas de aperto não se esquecem das origens!!!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Facebook realmente...

…destapa muita gente.

Uma amiga aderiu a um grupo que diz “Odiamos as Esposas, Sanitas, O Comer, Aleijar e outras do género!”, por curiosidade fui espreitar o que se tratava e na informação descritiva dizia:“Há palavras que são, simplesmente, horrorosas...e definem muito as pessoas...snobeira ou não fomos habituados a NÃO DIZER...e assim educamos os nossos filhos também!”.

Fiquei tão chocada com este “grupo de pessoas” que graças a Deus nasceram numa família com suposta educação, pessoas que tiveram acesso a uma escolaridade que lhes permite exprimirem-se num português correcto, sem usarem expressões como “a nha mãe”, “mê pai”, “fachavôr”, “há-des”, “não malembra” e por ai a fora. Não se pode, nem se deve julgar os outros pela forma como se expressam, se essa forma depender de sinónimos usados para a mesma palavra, eu sei que é complexo, explicar tudo o que sinto agora mesmo, mas as nossas acções é que devem prevalecer.

Eu não posso conotar, as pessoas apenas porque não dizem a minha mulher, a retrete, a comida, porque não dizem magoar em vez de aleijar, e por ai em diante, na minha opinião não será esse o critério de selecção de uma pessoa, amigo, que frequenta a minha casa, com que me dou ou darei, existem outras coisas muito importantes.

Tenho pena deste “grupo de pessoas” que não soube, nem sabe aproveitar o que de bom a vida lhes ofereceu, a possibilidade de estudar, de aprender, podem não gostar de determinadas palavras, porque são, na sua opinião menos bonitas ou distintas, mas será que isso lhes dá o direito de desdenharem os outros?

O que pretendia a pessoa ou pessoas que criou este grupo, não sei, nem nunca vou saber, porque simplesmente não me interessa, se o fez como graçola, só posso dizer que foi uma graçola de muito mau gosto, e a imagem que transpareceu não foi de graça, mas de gozo mal intencionado.

Enfim, só lhes fica mal, mas em pequena também me ensinaram e eu aprendi, “as acções ficam com quem as pratica.”

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu sei que vou ser última a falar nisto…

…até porque foi no domingo, mas não me apetece falar no jogo Sporting – Benfica,

que vai de mal a pior (1-3),

assim sendo vou-me rir um bocadinho com a queda do Abrunhosa, oi ****-** do Manzarra, o pulinho à Spiderman, e o oioi da Cláudia Vieira,

 

 

afinal de contas tristezas não pagam dívidas, e este jogo esta a causar-me azia.

Ah! E não se esqueçam “Ok o Pedro está bem, o Pedro está bem!”

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desisto

Até termos outro Presidente, outro treinador e outra equipa,
não vejo mais nenhum jogo do Sporting Clube de Portugal.



E começo já amanhã.

Tremo que nem varas verdes....

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Autobiografia, Rosa Lobato Faria

“Quando eu era pequena havia um mistério chamado Infância. Nunca tínhamos ouvido falar de coisas aberrantes como educação sexual, política e pedofilia. Vivíamos num mundo mágico de princesas imaginárias, príncipes encantados e animais que falavam. A pior pessoa que conhecíamos era a Bruxa da Branca de Neve. Fazíamos hospitais para as formigas onde as camas eram folhinhas de oliveira e não comíamos à mesa com os adultos. Isto poupava-nos a conversas enfadonhas e incompreensíveis, a milhas do nosso mundo tão outro, e deixava-nos livres para projectos essenciais, como ir ver oscilar os agriões nos regatos e fazer colares e brincos de cerejas. Baptizávamos as árvores, passeávamos de burro, fabricávamos grinaldas de flores do campo. Fazíamos quadras ao desafio, inventávamos palavras e entoávamos melodias nunca aprendidas.
Na Infância as escolas ainda não tinham fechado. Ensinavam-nos coisas inúteis como as regras da sintaxe e da ortografia, coisas traumáticas como sujeitos, predicados e complementos directos, coisas imbecis como verbos e tabuadas. Tinham a infeliz ideia de nos ensinar a pensar e a surpreendente mania de acreditar que isso era bom. Não batíamos na professora, levávamos-lhe flores.
E depois ainda havia infância para perceber o aroma do suco das maçãs trincadas com dentes novos, um rasto de hortelã nos aventais, a angustia de esperar o nascer do sol sem ter a certeza de que viria (não fosse a ousadia dos pássaros só visíveis na luz indecisa da aurora), a beleza das cantigas límpidas das camponesas, o fulgor das papoilas. E havia a praia, o mar, as bolas de Berlim. (As bolas de Berlim são uma espécie de ex-libris da Infância e nunca mais na vida houve fosse o que fosse que nos soubesse tão bem).
Aos quatro anos aprendi a ler; aos seis fazia versos, aos nove ensinaram-me inglês e pude alargar o âmbito das minhas leituras infantis. Aos treze fui, interna, para o Colégio. Ali havia muitas raparigas que cheiravam a pão, escreviam cartas às escondidas, e sonhavam com os filmes que viam nas férias. Tínhamos a certeza de que o Tyrone Power havia de vir buscar-nos, com os seus olhos morenos, depois de nos ter visto fazer uma entrada espampanante no salão de baile onde o Fred Astaire já nos teria escolhido para seu par ideal.
Chamava-se a isto Adolescência, as formas cresciam-nos como as necessidades do espírito, música, leitura, poesia, para mim sobretudo literatura, história universal, história de arte, descobrimentos e o Camões a contar aquilo tudo, e as professoras a dizerem, aplica-te, menina, que vais ser escritora.
Eram aulas gloriosas, em que a espuma do mar entrava pela janela, a música da poesia medieval ressoava nas paredes cheias de sol, ai eu coitada, como vivo em grande cuidado, e as flores, se sabedes novas, vai-las lavar alva, e o rio corria entre as carteiras e nele molhávamos os pés e as almas.
Além de tudo isto, que sorte, ainda havia tremas e acentos graves. Mas também tínhamos a célebre aula de Economia Doméstica de onde saíamos com a sensação de que a mulher era uma merdinha frágil, sem vontade própria, sempre a obedecer ao marido, fraca de espírito que não de corpo, pois, tendo passado o dia inteiro a esfregar o chão com palha de aço, a espalhar cera, a puxar-lhe o lustro, mal ouvia a chave na porta havia de apresentar-se ao macho milagrosamente fresca, vestida de Doris Day, a mesa posta, o jantarinho rescendente, e nem uma unha partida, nem um cabelo desalinhado, lá-lá-lá, chegaste, meu amor, que felicidade! (A professora era uma solteirona, mais sonhadora do que nós, que sabia todas as receitas do mundo para tirar todas as nódoas do mundo e os melhores truques para arear os tachos de cobre que ninguém tinha na vida real).
Mas o que sabíamos nós da vida real? Aos 17 anos entrei para a Faculdade sem fazer a mínima ideia do que isso fosse. Aos 19 casei-me, ainda completamente em branco (e não me refiro só à cor do vestido). Só seis anos, três filhos e centenas de livros mais tarde é que resolvi arrumar os meus valores como quem arruma um guarda-vestidos. Isto não, isto não se usa, isto não gosto, isto sim, isto seguramente, isto talvez. Os preconceitos foram os primeiros a desandar, assim como todos os itens que à pergunta porquê só me tinham respondido porque sim, ou, pior, porque sempre foi assim. E eu, tumba, lixo, se sempre foi assim é altura de deixar de ser e começar a abrir caminho às gerações futuras (ainda não sabia que entre os meus 12 netos se contariam nove mulheres). Ouvi ontem uma jovem a dizer, a revolução que nós fizemos nos últimos anos. Não meu amor: a revolução que NÓS fizemos nos últimos 50 anos. Mas não interessa quem fez o quê. É preciso é que tenha sido feito. E que seja feito. E eu fiz tudo, quando ainda não era suposto. Quando descobri que ser livre era acreditar em mim própria, nos meus poucos, mas bons, valores pessoais.
Depois foram as circunstâncias da vida. A alegria de mais um filho, erros, acertos, disparates, generosidades, ingenuidades, tudo muito bom para aprender alguma coisa. Tudo muito bom. Aprender é a palavra chave e dou por mal empregue o dia em que não aprendo nada. Ainda espero ter tempo de aprender muita coisa, agora que decidi que a Bíblia é uma metáfora da vida humana e posso glosar essa descoberta até, praticamente, ao infinito.
Pois é. Eu achava, pobre de mim, que era poetisa. Ainda não sabia que estava só a tirar apontamentos para o que havia de fazer mais tarde. A ganhar intimidade, cumplicidade com as palavras. Também escrevia crónicas e contos e recados à mulher-a-dias. E de repente, aos 63 anos, renasci. Cresceu-me uma alma de romancista e vá de escrever dez romances em 12 anos, mais um livro de contos (Os Linhos da Avó) e sete ou oito livros infantis. (Esta não é a minha área, mas não sei porquê, pedem-me livros infantis. Ainda não escrevi nenhum que me procurasse como acontece com os romances para adultos, que vêm de noite ou quando vou no comboio e se me insinuam nos interstícios do cérebro, e me atiram para outra dimensão e me fazem sorrir por dentro o tempo todo e me tornam mais disponível, mais alegre, mais nova).
Isto da idade também tem a sua graça. Por fora, realmente, nota-se muito. Mas eu pouco olho para o espelho e esqueço-me dessa história da imagem. Quando estou em processo criativo sinto-me bonita. É como se tivesse luzinhas na cabeça. Há 45 anos, com aquela soberba muito feminina, costumava dizer que o meu espelho eram os olhos dos homens. Agora são os olhos dos meus leitores, sem distinção de sexo, raça, idade ou religião. É um progresso enorme.
Se isto fosse uma autobiografia teria que dizer que, perto dos 30, comecei a dizer poesia na televisão e pelos 40 e tais pus-me a fazer umas maluqueiras em novelas, séries, etc. Também escrevi algumas destas coisas e daqui senti-me tentada a escrever para o palco, que é uma das coisas mais consoladoras que existem (outra pessoa diria gratificantes, mas eu, não sei porquê, embirro com essa palavra). Não há nada mais bonito do que ver as nossas palavras ganharem vida, e sangue, e alma, pela voz e pelo corpo e pela inteligência dos actores. Adoro actores. Mas não me atrevo a fazer teatro porque não aprendi.
Que mais? Ah, as cantigas. Já escrevi mais de mil e 500 e é uma das coisas mais divertidas que me aconteceu. Ouvir a música e perceber o que é que lá vem escrito, porque a melodia, como o vento, tem uma alma e é preciso descobrir o que ela esconde. Depois é uma lotaria. Ou me cantam maravilhosamente bem ou tristemente mal. Mas há que arriscar e, no fundo, é só uma cantiga. Irrelevante.
Se isto fosse uma autobiografia teria muitas outras coisas para contar. Mas não conto. Primeiro, porque não quero. Segundo, porque só me dão este espaço que, para 75 anos de vida, convenhamos, não é excessivo. Encontramo-nos no meu próximo romance.”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Não a culpa é do Casamento do P. e da S.

Realmente a vida prega-nos partidinhas, algumas até de bom gosto, posso dizer sem medos. Ainda ontem eu aqui a falar na S. e a tentar perceber o que nos tinha separado, e não é que nos vamos encontrar num casório para o qual ambas fomos convidadas?!?

Estou com saudades de a ver, quero muito falar com ela, não para perceber porquês, mas apenas para revivenciar momentos bons.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A Culpa é do Facebook

Conheci o meu marido, quando aos 17 anos fui a uma festa em casa da sua prima ainda que afastada, nessa altura a S. era senão uma das minhas melhores amigas.

Só pelo facto de ter sido ela a causadora do nosso encontro para a vida, deveria permanecer eternamente no meu coração, e apesar de tudo posso dizer que lhe tenho um carinho muitíssimo especial.
A prima do meu marido e eu, fomos durante anos colegas de liceu, partilharmos momentos de parvoeira, de choros desenfreados, de nervoseira, de alegrias, de muita graça, durante a nossa luta para sair da adolescência.

Eramos as melhores amigas, frequentávamos a casa uma da outra e andávamos quase siamesas, falávamos ao telefone depois de um dia inteiro juntas na escola e como se não bastasse quando desligávamos ainda passávamos algum tempo no chat de antigamente, o assustador mirc.

Quando o meu marido e eu começamos a namorar, a felicidade foi de ambos e da S. também, afinal a melhor amiga era a namorada do primo, mas eu não sei lá o que se passou (e confesso-vos que estou a ser totalmente sincera porque não sei mesmo) que no dia em que ela se mudou para o Porto para seguir o seu sonho de estudar música a nossa amizade acabou. "Pecadora eu me confesso" porque nem uma explicação para a ausência procurei tal a doideira com o namorico, e o tempo foi naturalmente passando.

Eu continuei a namorar o seu primo, mas a minha amiga de bancos de escola ficou perdida pelo Norte.

Podem não acreditar, mas nunca mais a voltei a ver nem a ter noticias suas, quando o meu mais-que-tudo e eu nos casámos, a parte da família a que ela pertencia não foi convidada pelos meus sogros, por questões de heranças mal resolvidas, mas eu tenho a plena convicção que não era essa matéria, a das brigas familiares, que nos afastava, porque quer ela quer o seu querido primo nunca se deixaram levar por guerras de pais.

Passados tantos anos voltei a encontra-la no facebook, e a reviver com alegria todas as coisas que fizemos juntas, mas de repente uma mágoa atroz invadiu o meu peito e eu fiquei assim triste, triste. Temos variadíssimos amigos em comum, mas nenhuma de nós dá um passo em frente para adicionar aquela que conhece tão bem, para adicionar aquela que nunca deveria de ter deixado de ser nossa amiga, aquela que devia ter partilhado todas as nossas alegrias, as nossas felicidades e também as nossas dores e amarguras. Quantas coisas teria para lhe dizer!!!

Como é que a vida dá assim tantas voltas? Quem é que há 11 anos atrás diria que a S. e eu hoje não nos falaríamos, que estamos uma para a outra como o Cais-do-Sodré para a Amadora?

A minha única consolação nesta história triste é de que tanto ela quanto eu somos felizes!!!

Decisões pouco definitivas

Como todos os que por aqui passam assiduamente sabem, o meu trabalho não me tem preenchido muito as medidas.
Sinto que profissionalmente estou a estagnar e a motivação e o desenvolvimento intelectual à muito que foram pelo cano abaixo.

Mais dois meses e estamos outra vez em avaliações de desempenho, e as coisas permanecem iguais!!!Eu continuo aqui a fazer que sinto, e o tempo vai passando.

Haverá alguma hipótese de encontrar um outro trabalho para alem de enviar curriculuns?

Opá, que vergonha pá

Tristemente tenho de admitir,
que assim não é possível uma pessoa continuar adepta orgulhosa do seu clube.

5 a 2 Pá!


5 a 2?

É que ninguém merece!

Haja coragem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Crespo versus Sócrates

A noticia da tentativa de condicionamento do trabalho de denuncia do jornalista Mário Crespo, repudia-me, enoja-me e revolta-me.
Eu pergunto-me quando acabaram todas estas pressões, do nosso Primeiríssimo a todos os que expõem a verdade, a todos os que lhe apontam o dedo e tocam na ferida.

É vergonhosa toda a posição do governo sobre este e todos os outros casos até agora tornados publicos, uma atitude grosseira a rosar a má criação, uma atitude em que o problema não é ser

"fabricado com base em calhandrices", mas sim a desonestidade, e falta de caracter de toda a corja que governa o nosso pais.

Onde está o Presidente da Républica? Onde? Por muito menos Santana Lopes e o seu governo foi destituido.

Até quando teremos de manter toda esta fantochada, e aplaudir este teatro triste? Até quando?
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