sábado, 29 de setembro de 2012

O facebook "enfacebookou" a cabeça das pessoas.

Então não é que virou moda postar no facebook frases dirigidas a pessoas que já morreram.

Mas anda tudo louco?

Hoje em dia, as pessoas postam tudo no facebook,
 comi isto, fui ali, vi isto, 
falei com fulado, estive com sicrano, e vi beltrano
o que falta mesmo 
é começarem a deixar na cronologia temporal as horas a que dão puns!!!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

My Cake

Abriu uma loja destas ao pé de mim!!! Eu adoro bolos e doces e sobremesas e tudo o que leve açúcar e chocolate (bem sei que agora estou a maminhas e que que as sementes trabalhadas do fruto do cacau são proibidas à minha pessoa),  mas a verdade é que gosto mais de comer do que fazer, mas pode dizer-se que tenho dias em que gosto de ir para a cozinha.

E foi ver esta criatura no centro comercial que frequento e ficar logo com um sorrisinho matreiro e cheinha de ideias.

Epá, mas os tipo são carreiros até dizer chega não à direito que peçam fortunas por moldes e formas!!!


"Piriguete"


É o sinónimo engraçado para "xingar" uma oferecida, assanhada que se aproveita da loucura dos homens e os leva a pagaram-lhe as contas.

Se analisarmos a coisa, a reputação é a mesma das meninas da rua, mas umas recebem em numerário e as outras em género.


Aprendi hoje!!!

E vou usar muitas vezes, afinal o que não falta por ai é Piriguetes.

Descubram as diferenças!!!



Ambas têm policias e miúdas ruivas!!!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Isto das Onomatopeias tem que se lhe diga.

E suscita curiosidade...

Correndo o risco de dar uma de professora primária, partilho mais destas bonitas palavrinhas.


Águia – crocita, grasna, grita, guincha
Andorinha – chirla, chilreia, gazeia, gorjeia, pia, pipila, trinfa, trissa, zinzilula
Besouro – zoa, zumbe, zune.
Bode, Cabra, cabrito – berra, bale berrega, barrega, bezoa.
Burro – zurra, orneia, orneja, urneja, rebusna, relincha, zorna.
Canário – canta, gorjeia, modula, trina, trila, trina.
Carneiro, ovelha – berra, bala, bale, berrega.
Cegonha – grita, glotera, grasna.
Cigarra – canta, fretene, chia, chichia, cicia, cigarreia, estridula, estrila, rechia, rechina, retine, zangarreia, zine, zizia, silva.
Cobra – sibila, assobia, chocalha, guizalha, silva..
Cotovia – canta, gorjeia.
Cuco – cuca, cucula.
Estorninho – pissita.
Falcão – crocita, pia, pipia.
Gafanhoto – chichia, zizia.
Grilo – canta, estridula, estrila, guizalha, trila, tritina.
Morcego – farfalha, trissa.
Mosca, mosquito – zoa, zine, zumbe, zune, zumba zizia, zonzoneia, sussurra, azoina
Pavão – grita, pupila.
Perdiz, perdigão – cacareja, pia, pipia.
Peru – gorgoleja, grugruleja, grugrulha, grulha.
Porco, Javali – grunhe, ronca, rosna, arrua, cuincha.
Poupa – arrulha, geme, rulha, turturina.
Rã, Sapo – coaxa, gargareja, grasna, grasne, ronca, rouqueja.

E por falar em Cisnes,

Sabem qual a palavra correcta a aplicar "à fala de cada animal"?
No post anterior identifiquei essa lacuna no meu Português, relativamente "à fala" dos cisnes, mas conclui que cantam ou arensam, pelo que vos deixo aqui em verso "as falas dos animais" ou em português correcto as palavras onomatopaicas.

Palram pega e papagaio
E cacareja a galinha
Os ternos pombos arrulham
Geme a rola inocentinha.

Muge a vaca, berra o touro
Grasna a rã, ruge o leão,
O gato mia, uiva o lobo,
também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo,
Os elefantes dão urros,
A tímida ovelha bale,
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa,
bichinho muito matreiro.
Nos ramos cantam as aves,
mas pia o mocho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras,
o canto seu variar.
Fazem gorjeios às vezes,
às vezes põem-se a chilrar.

O pardal, daninho aos campos,
não aprendeu a cantar.
Como os ratos e as doninhas,
apenas sabe chiar.

O negro corvo corcita,
Zune o mosquito enfadonho,
A serpente no deserto,
solta o assobio medonho

Chia a lebre, grasna o pato,
Ouvem-se os porcos grunhir,
Libando o suco das flores,
Costuma a abelha zumbir.

Bramam os tigres, as onças,
Pia, pia o pintainho,
Cucurica  e canta o galo,
Late e gane o cachorrinho.

A vitelinha da berros,
O cordeirinho balidos,
O macaquinho da guinchos,
A criancinha vagidos.

A fala foi dada ao homem,
Rei dos outros animais.
Nos versos lidos acima
Se encontra em pobre rima
As vozes dos principais.


terça-feira, 18 de setembro de 2012

15# Sabia que?

Os cisnes para além de monogâmicos, têm um péssimo sentido de humor?

E sabia que, os cisnes não cantam ou arensam 
a não ser nos momentos que antecedem a sua morte?





As vezes parece que ninguém me percebe...

e é tão triste!!!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Ora um reformado com a 4ª Classe

...pensa mais e melhor que os engenheiros da CML!!!



E ainda andam estes "meninos" a falar mal do Salazar.

Esse Sr. não só era exigente como também,
 quando saiu do governo deixou ao país muitas reservas de ouro.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Gabriela

O romance foi escrito por Jorge Amado e passou pela primeira vez na TV em 1975, nessa altura ainda nem era pensada, por isso não tive a chance de ver a novela que agitou os tempos.


Mas hoje é diferente, tenho MEO, por isso a série está programada para gravar todas as noites na SIC às 22h20. E eu vou ver, com o comando da MEO na mão e a saltar os intervalos e as partes feitas para encher chouriços.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O anúncio de mais medidas de austeridade e o 11 de Setembro.

O anúncio de mais medidas de austeridade neste dia, 11 de Setembro,

será coincidência ou é mesmo um ataque terrorista a Portugal e aos Portugueses?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Acabou a crise e começou a miséria!!

Então é assim minha gente!!! Este blog privilegiava escrita enriquecida, mas depois de me roubarem mais 7% do salário, só tenho cinco palavrinhas para lhe dizer.

Para a PUTA que o pariu!!!

Vendo o meu Frigorífico.

Devido ao aumento do agregado familiar, compramos para a nossa cozinha um side by side, mas como nosso antigo combinado, com apenas seis anos está muito bom, custa-me imenso dá-lo assim, até porque dava-me jeito abater o preço das criaturas novas, já que não comprei porque estava estragado.

Assim o frigorífico em questão é um combinado de instalação livre, modelo CB 340 S, cujas as características são:
  • “Look Silver”
  • Control electrónico com display LCD
  • Display digital com visualização de temperatura no frigorífico e congelador
  • Sistema Fuzzy Logic de controlo automático de temperatura
  • Termóstato regulável
  • Sistema de congelação rápida
  • Descongelação automática do frigorífico e do congelador
  • Prateleiras da porta reguláveis
  • Três prateleiras de vidro reguláveis em altura
  • Compartimentos para fruta, legumes e medicamentos com regulador de temperatura e humidade
  • Três compartimentos individuais de congelação
  • Zona de conservação -3 a -15° C no congelador
  • Indicadores de funcionamento, congelação rápida e alarme óptico
  • Portas reversíveis
  • Rodas traseiras para movimentação
  • Modelo sub-tropicalizado, adequado para climas quentes e húmidos
  • Classificação energética: A+
  • Um compressor
  • Capacidade total 340 litros brutos - frigorífico 197 litros, congelador 90 litros
  • Medidas 1,850x600x625

Assim, se alguém estiver interessado na compra por favor não se acanhe em contactar-me.



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O Balanço 28 dias depois - O Puerpério (parte II)

A má criação das auxiliares da MAC é sentida por todas as puerpérias, ainda que felizes por terem acabado de ser mães, e por isso mesmo terem a tolerância elevada ao quadrado, as recém mamãs estão doridas, cansadas e muito fragilizadas. Precisamos de tudo, menos de gente mal educada, arrogante e com o rei na barriga.

Tinha uma medicação a fazer de 12 em 12 horas, prescrita pela ginecologista, e peço um copo à auxiliar, pois essa medicação tinha de ser diluída em água, a pronta resposta da criatura é que quando tinha chegado me tinham dado um copo, claramente que a minha pronta resposta foi "E? Estou a fazer uma medicação e como é natural não vou lavar um copo de plástico sujo com remédios, num lavatório com gel de bebé, por isso por favor, traga-me outro sff!"
E sim, se se perguntam a cegada do copo de plástico repetiu-se por três dias, duas vezes por dia, tantas quantas tive de tomar o remédio. E a água para diluir o remédio? Ou tinha minha engarrafada e trazida por familiares ou tinha de encher o copinho no lavatório, sim porque um maternidade não tem água filtrada.

De cada vez que precisava de ir à casa-de-banho, via as auxiliares pela porta entre aberta da sua salinha, de pernas esticadas a lerem revistas, em vez de andarem pelas enfermarias, a fazer o necessário. Os baldes do lixo enchiam até ao impossível, porque o trabalho de os despejar era das empregadas de limpeza e não das auxiliares...

Mas afinal o que fazem essas senhoras? Fazem as camas, entregam os saquinhos com "bens" para as primeiras horas e trocam arrastadeiras? Cheguei a assistir a mães que devido à epidural não se podiam levantar e por isso não almoçaram, porque tocaram à campainha para lhes levarem o tabuleiro, mas como só foram atendidas passado mais de meia hora, as sras do refeitório já tinham passado e recolhido o tabuleiro. Uma vergonha!!!

As situações foram-se multiplicando, e estes tristes episódios não se passavam apenas com as auxiliares muitas vezes incluíam seguranças com linguagens e atitudes pouco correctas para visitas e puerpérias, por isso valeu logo na altura uma reclamação no livro amarelo do meu excelentíssimo marido, e uma que preparo agora com calma e que entregarei na MAC (antes do fim do ano).

Ao que vi, a má educação é praxe, é constante e aprovada, porque os médicos e enfermeiros, também são confrontados com a magnifica gentileza, mas não fazem absolutamente nada.

É triste identificar que afinal existe também o loby das auxiliares de acção médica e seguranças, ver pessoas que, sem competências nem esforço, ganharam um poder tal dentro dos hospitais que até médicos e enfermeiros tem medo deles. Mas a culpa morre solteira, afinal a sua contratação é feita com base em que critérios? E por quem?

Perguntam agora, deve então a MAC fechar? Francamente é-me indiferente o edifício, as equipas médicas e de enfermeiros altamente qualificadas é que não devem ser desmembradas, porque a sua formação foi/é um investimento para o estado, que não se deve perder. Mas afinal perdem as grandes casas, por má gestão e funcionários sem qualidade.

No ultimo dia de internamento, apareceram duas bestas que pela primeira vez iam fazer a cama, acharam que podiam dar ordens, nah, cá comigo vieram de carro e foram de carreta:
- Não pode ter malas em cima da cama, tem cacifos no corredor.
- Não se preocupe que vou embora hoje pelo que não terá de voltar a dizer-me mais vez nenhuma.
- Mas quando chegou disseram-lhe.
Não gosto de bater boca, especialmente com pessoas que não sabem sequer articular palavras, o confronto verbal, para mim deve ser inteligente e civilizado, por isso para arrumar a questão:
- A Sra. vai-me desculpar, mas não me disseram absolutamente nada, porque quando cheguei apesar de ter tido um filho, os ouvidos não estavam doridos, mas mesmo que tivessem dito, as malas iam continuar em cima da cama, porque eu estou num hospital e não numa festa, e como tal não vou andar dentro e fora da enfermaria, cada vez que precisar de trocar a fralda ou a roupa ao meu filho.

Estava doente, loucamente perturbada pela grosseria típica e gratuita daquela gente, só queria a alta, só queria ir-me embora dali, e finalmente às 13h30 do dia 11 de Agosto, recebemos alta e voltei ao lar doce lar, carregada com um principezinho delicioso.

Que me perdoem, nasceram lá os bens mais preciosos da minha vida, mas filhos na MAC não quero ter mais!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Balanço 27 dias depois - O Puerpério (parte I)

Estou pronta para ser transferida para o "quarto" (escrevo entre aspas porque na MAC  não há quarto, as belíssimas instalações de mais de 100 anos, sem remodelações, obras ou algo parecido, proporcionam uma série de grandes enfermarias com 6 a 8 camas, com umas cortinas a dividir as camas e apenas um lavatório, pois as casas de banho correspondem a apenas duas retretes e quatro cabines de duche para todas as enfermarias) e foi aqui, quando me apercebi que o tempo na sala de partos, o tempo de contemplação e namoro a três, com magnificas recordações do namoro do Niquinho estava a chegar ao fim, e que eu ai mesmo ser transferida, e o sossego estava a chegar ao fim.

Tive o meu primeiro filho na MAC por engano e o segundo por estupidez, afinal à primeira todos caiem e à segunda cai quem quer, e eu cai porque achava que a qualidade dos médico e enfermeiros superava as más instalações e os maus funcionários auxiliares e seguranças. Hoje continuo a achar que a qualidade técnica dos serviços é o melhor, mas que apenas se justifica em casos gravíssimos, o que nunca aconteceu comigo, tanto do Niquinho como do Baby Boy fui "catalogada" como parto fácil e sem risco, pelo que podia ter perfeitamente marcado com a minha médica e ter tido as crianças com todo o conforto e sem gente rude e malcriada à minha volta.

Cheguei à enfermaria e fui recebida por uma enfermeira extraordinária, super competente, humana e muito doce. Todos os procedimentos que tinha de fazer, pedia autorização antes de começar e para além disso explicava passo por passo, o que é super reconfortante. Transmitiu durante dos três dias que fiquei na maternidade (quinta, sexta e sábado) tranquilidade e confiança, tudo o que uma mulher que acabou de ter um filho precisa.

Logo depois sou brilhantemente recebida por uma auxiliar, que me diz "aqui têm um saquinho com os bens necessários às primeiras horas, depois tem de pedir para trazerem mais". Ora que grande m#$%@!!! Foi logo o que me apetecia ter soltado pela boca, estas palermas, sabem lá se sou mãe solteira, e órfã, pessoa sem amigos e que estou por minha única conta? Depreendem que a vida é tudo facilidades logo à partida. Não respondo, estou demasiado feliz para o fazer.

Graças a Deus, chega a hora da visita, e recebo as minhas coisas, e as roupas do Baby Boy, o tempo vai passando e os "ai que amor", "que coisa linda" do pai, irmão e avós é calada por um momento de aflição em que o Baby Boy, se engasga e começa a bloquear a respiração. Se fosse mamã de primeira viagem ficaria aflitíssima, assim, tentei controlar a coisa, pegando o bebé de barriga para baixo e dando palmadas nas costas, mas mesmo assim toquei à campainha, queria ver com a enfermeira de serviço (uma Karina da vida que em nada tinha a ver com a sua colega das manhãs) se valeria a pena aspirar o Baby Boy, pois poderiam ter sido ainda as secrecções do parto que o tivessem a incomodar. Quase 20 minutos depois, aparece na sala uma auxiliar, que muito enfadada diz:
- Quem chamou?
- Fui eu - respondo
- O que quer?
- Falar com a sra. enfermeira, por favor.
- Qual é o assunto.
Explico calmamente que o meu bebé estava a engasgar-se e queria falar com a enfermeira.

A enfermeira Karina, a tal enfermeira da vida, que em nada tinha a ver com a sua colega das manhãs, aparece ao pé da minha cama 45 minutos depois de ter tocado à campainha e pergunta o que preciso.

Irritada, com a simpatia da auxiliar, então começo a descascar pessegueiro.
- Neste momento, não preciso de nada, mas se não soubesse como ajudar o meu bebé que se estava a engasgar a esta hora, 45 minutos depois de ter tocado à campainha, o bebé já não estaria muito bem concerteza.
- Ah, mas a sra. auxiliar veio cá e disse que o bebé estava bem!!!
Fiquei louca da vida, e nem sei como calmamente consigo dizer-lhe as verdades sem perder a razão, porque a minha vontade era ter-lhe pregado três bofetadas nas trombilas.
- Desculpe sra. enfermeira, mas que eu saiba, as auxiliares ainda não estão habilitadas para fazer triagem, nem tão pouco tem competências técnicas para avaliar se os bebés ou as mães estão bem ou mal.

(continua)

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Balanço 26 dias depois - O Parto (parte II)

As indicações do enfermeiro que fez o meu parto, foram de facto uma mais valia e grande ajuda para acabar com o sofrimento causado pelo nascimento do Baby Boy.
- Descontrai e respira profundamente, vai controlar as dores pela respiração.
- Inspira pelo nariz e expira lentamente pela boca.
- Quando vier uma contracção, respira e faz força.

E quando dei o primeiro grito, "Não grite que perde as forças! Concentre-se!"

Um único e solitário grito, de resto era, respira, respira, faz força... pergunto-me ainda hoje passado este tempo, como consegui ter um filho sem exteriorizar a dor, como?

Segundo o mais-que-tudo, só chorei de alegria quando peguei o meu bebé ao colo.

O calor que senti era de facto insuportável, transpirei litros de água, mas passado algum tempo, não me perguntem quanto, porque desta fez com as dores nem consegui pensar nisso, apenas me lembrei do relógio quando puxei o Baby Boy, o belo do maridão estava de leque na mão a abanar-me.

Bom mas nesta altura já esquecia tudo, já nem me lembrava do cabrão do Passos Coelho, que com tanta estupidez e cortes, corta nas coisas mais necessárias, como reducção do pessoal médico nas urgências, pelo que na altura em que pari, apenas uma anestesista estava de serviço, e supostamente essa sra não se devide nem se colona. E por favor dispenso comentários que sequer roçem a ideia de que sempre se pariu com dor, e que a epidural não é boa, porque à dois mil anos atrás também não havia o paracetamol, e hoje ninguém sustenta uma dor de cabeça apenas porque sim. Ah, e dispenso também comentários que sequer ousem tentar defender o PPC, esse arrogantezinho de m#@%$, jotinha dum caneco, que continua com o c# tremido num carrão de duzentos mil euros, mas quer que todos contiuemos a sacrificarmo-nos para além da troica.

Bem, retomando o tema princial, a criança com o pai na sala de recém-nascidos, a ser limpo, aspirado, pesado, e feito o teste de apgar da praxe. A mãe mantém-se na sala de partos à espera da placenta e do que se segue - ser cozida, desta feita com uma pequena anestesia local.
Yeah, afinal sempre tive uma anestesia, não fui picada nas costas, mas levei uma pica no pipi.

Depois, depois o reencontro, a primeira mamada e o namoro, um namoro profundo cheio de amor, que faz relembrar o namoro do Niquinho, que deixa o coração cheio e ao mesmo tempo com saudades.

O mais-que-tudo ainda levou a cria para ser vista pelos avós babados e pelo "meu maninho, meu maninho". A felicidade não podia ser melhor, nem mais completa, não era sexta-feira mas tinha-me saido o Euromilhões.

(continua)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Balanço 25 dias depois - O Parto (parte I)

Quando na noite de dia 8 de Agosto, as dores se intensificaram pela madrugada de dia 9, soube que daquele dia não passava, tinha estado na MAC com a minha médica na manhã de dia 8 e segundo ela a coisa ainda não era para já, pelo que vim de lá convencida que o Baby Boy nasceria apenas no dia 12, altura em que a médica estaria novamente de banco.

Positivamente impressionada por um parto fantástico do Niquinho, tudo aquilo em que não pensava era mesmo no próprio do parto, por isso esperava "pacientemente" pelas contracções de dez em dez minutos, enquanto elas teimavam por ser irregulares entre sete em sete e dezassete em dezassete minutos.

Aguentei-me até às 4h00 para ir às urgências, afinal sem contracções regulares nem perca de líquido, não me internavam.
Até que, a bolsa começou a romper e achei por bem começar a pensar que muito provavelmente não passaria daquela madrugada.

Sai de casa com o Niquinho, tentando sem sucesso não o acordar, e deixei-o entusiasmadissimo em casa dos avós, com a "portinha" que o médico ia abrir na barriga da mãe para tirar o mano, e com um "uau eu qué vê, eu qué vê" em altos berros na entrada de casa enquanto trancava a porta.

Chego à MAC às 5h00, e directa à sala de enfermagem, com a bolsa a romper em definitivo, e com muitas, muitas contracções dolorosas, ainda ouço a bela da enfermeira dizer-me:
- Diga por favor, tem de esperar lá fora até que eu chame.
- Desculpe? Estou a perder líquido e com imensas dores.

Não dei entrada efectiva, sem antes passar por uma carrada de procedimentos burocráticos, entre os quais a assinatura de um documento que nem sou capaz de ler e que por isso tem de ser o mais-que-tudo a entrar e a assinar.

Agora a frio acho inacreditável que peçam a uma mulher fragilizada, num momento importantíssimo que assine um documento a autorizar procedimentos médicos que eventualmente possam ser necessários, mas que na altura devido às dores não estamos emocionalmente capazes de julgar ou avaliar.

"Bom, três dedos de dilatação, ainda tem tempo se quiser levar epidural"
"Sim, sim eu quero!"

No entanto, a bela da enfermeira faz-me perder imenso tempo, para trás e para a frente, ora porque não tem chinelos, ora porque falta a camisa de dormir, ora porque não sabe onde tem os clisteres, e eu a contorcer-me de dores a andar de um lado para o outro, porque a senhora enfermeira era tudo menos competente.
- Vamos, o seu marido entrará depois da anestesista lhe dar a epidural.

Sou recebida na sala de partos por um enfermeiro que felizmente me transmite segurança e calma, mas isso não invalida as dores, que apertam cada vez mais.
Peço novamente a melhor-amiga-da-grávida e afirmo com convicção que não pertenço ao grupo das loucas que querem um parto com dor.
- Não se preocupe que a anestesista vem já.

Passam mais de 40 minutos e nem anestesista nem mais-que-tudo, só via dores e mais dores e mais dores e mais dores. Sem conseguir chegar à campainha, grito pelo enfermeiro vezes sem conta, e passado uma eternidade aparece-me uma auxiliar que malcriadamente, indulgentemente e com muita má vontade, pergunta:
- Quem é que esta a chamar pelo Sr. Enfermeiro
Grito-lhe à má fila, mas à má fila mesmo:
- Sou eu! Chame-o já.

O enfermeiro confirma que já chamou a anestesista e eu reafirmo que estou com muitas, muitas dores e já agora "onde raio está o meu marido?"
Depois de um toque, ouço com a maior calma e paciência do mundo, "o marido vem já, vou pedir para o chamarem já".
- Mas e a anestesista, eu quero uma epidural por favor.

Nem cinco minutos depois e o futuro papá pela segunda vez está ao meu lado, com a minha carteira ao ombro e sempre com as mesmas palavras na boca, "pronto fofinha, estás a portar-te lindamente!".

Para tudo, portar-me bem??? Eu quero uma epidural repito pela sei quantas vezes, não quero portar-me lindamente.

Foi então que o enfermeiro me chama pelo nome e me diz com a maior calma, delicadeza e paciência do mundo "Trinca, já passámos essa fase, o seu bebé vai nascer".

Cai em mim, não havia nada a fazer, o meu bebé ia nascer e eu ia, forçosamente, pertencer ao clube das mulheres que pariam com dor, e das duas uma ou me concentrava nas indicações que me davam ou a coisa ia correr pior.

Entro efectivamente em período de expulsão e aí é que a porca torce o rabo, há quem diga que a dor é equivalente a vinte ossos do corpo a partirem-se ao mesmo tempo, eu não tenho termo de comparação porque nunca parti um osso, apenas pari um rapaz de 3.300 gr de parto normal sem epidural.

Ao que parece o parto foi muito rápido e inesperadamente abrupto, pois fiz sete dedos de dilatação em menos de duas horas. O Baby boy, nasceu portanto às 7h07, foi de facto uma hora pequenina, mas confesso que grande não aguentava.

Entretanto chega a minha médica que estava de banco, e explica que a anestesista de serviço estava com ela no bloco operatório a fazer um parto de gémeos e que portanto não tinha conseguido vir atempadamente dar-me a minha ex-melhor-amiga e ela também só naquele instante tinha visto as minhas msgs. Ainda a tempo de ajudar nos procedimentos e de me dar mais confiança e força, não só me ajudou com me proporcionou a possibilidade de ser a primeira a agarrar o meu Baby Boy, sim fui busca-lo e pu-lo em cima da minha barriga enquanto pai e enfermeiro tratavam do cordão umbilical.

(continua)
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