19 de janeiro de 2010

Faça como quiser.

Esta tarde de sábado, com tempo horrivel, frio, chuva miudinha e vento desagradável, já tinha dado três voltas ao bairro, e é que nem um lugar para estacionar a cheissíma de compras, carrinha do mais-que-tudo.

Aventuro-me uma rua abaixo da minha, e avisto um espacinho para parar, faço sinal e começo a manobrar a preciosidade gentilmente oferecida pela empresa do do mais-que-tudo, quando começo a ouvir buzinar, olho pelos retrovisores e não vejo carros a trás, continuo, mais uma buzinadela, mas não há carros à volta em que possa bater, estarei a ouvir coisas, de repente não sei de onde, aparece-me uma mulher a bater no vidro que diz: "Desculpe, posso pedir-lhe um favorzinho? Deixa-me estacionar nesse lugar, porque vou fazer uma mudança!"

Épa, é que uma pessoa até fica constrangida pá! Caramba, três voltas ao bairro e querem o nosso lugar, pá!

Muito culpada por estar a estacionar num lugar que eu vi e cheguei primeiro tentei explicar: "Eu até lhe dava o lugar, mas já dei três..." e foi tudo o que consegui dizer, porque a bruta e malcriada resposta do outro lado veio logo, "Faça como quiser!"

Ora, eu cá até era capaz de ceder o meu lugar, se houvessem outros lugares, mas é que aquele era mesmo o único, mas mesmo assim, a Sra. lá achava que eu deveria ter cedido o meu lugar e continuado às voltas por ruas ainda mais afastadas da minha, a espera que alguém saísse ou então, o que deveria ter mesmo feito era esperado que ela acabasse as mudanças e quem sabe talvez ter dado uma mãozinha.

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