2 Anos de Guerra na Ucrânica

Passaram-se dois anos desde aquela madrugada de fevereiro em que a Ucrânia acordou sob ataque. E, com ela, o mundo também perdeu o sono.

Na altura, ainda acreditávamos que a diplomacia podia ter a última palavra. Que as ameaças eram manobras, que as fronteiras não seriam ultrapassadas. Mas o que veio a seguir foi o som dos mísseis, o medo a instalar-se nos olhos das crianças, e um país inteiro a ser forçado a defender-se.

Dois anos depois, há cansaço. Cansaço de quem está lá, entre sirenes e escombros. Cansaço de quem, cá fora, tenta acompanhar, compreender, ajudar. Mas há também outra coisa que resiste: uma força humana inexplicável, quase teimosa, que insiste em reconstruir, em acreditar, em manter a vida possível — mesmo no meio do impossível.

É fácil, a esta distância, deixar que o tema se dilua no ruído das notícias. As manchetes já não gritam “guerra”, e há dias em que quase nos esquecemos que ela continua. Mas continua. A guerra está lá.

E, apesar de tudo, a Ucrânia não desistiu de si. Não deixou que a destruição engolisse a dignidade. Encontraram maneira de continuar a ensinar, a criar, a sonhar.

Hoje não é só dia de recordar quando tudo começou. É dia de pensar em como continuamos — todos nós. Porque a guerra, ainda que longe, diz-nos respeito. Não por política, mas por humanidade.

Dois anos depois, o apelo à paz não pode ser um cliché vazio. Tem de ser um compromisso. Um gesto contínuo. Uma recusa ativa da indiferença. Porque enquanto houver quem resista, quem cuide, quem reconstrua — mesmo com as mãos vazias —, ainda há esperança.

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