sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Davam a mãe para serem filhos do CR7"

Texto da Jornalista Isabela Stilwell

Leem na integra!!! E reflitam.


" Sei que é politicamente incorreto dizê-lo, mas indigna-me o aparente consenso com que as pessoas acolhem o "episódio" Cristiano Ronaldo e os gémeos, aceitando alegremente a versão de que foram gerados por uma barriga paga a preço de ouro. Como se não houvesse nada de chocante em que as crianças fossem entregues como se não passassem de um qualquer gadjet, encomendado pela internet, e que se espera ansiosamente tenha a nossa cara. Como se, em sendo verdade (e elas aceitam que sim) não houvesse nada de especial em mandar fabricar crianças propositadamente órfãs de mãe, exibindo-as narcisicamente como um produto exclusivo. Nem sequer vejo estranhar uma opção destas tomada por alguém que tem na própria mãe uma heroína, indispensável em todos os momentos.
 
Espantam-me os milhões de gostos quando alguém declara que aos filhos basta terem "pai e um pai inacreditável" como ele, como se não soubéssemos todos que é exatamente quando um dos pais se acha tão extraordinário, que a criança mais precisa do contraponto de alguém "normal" na sua vida.
 
Estranho porque é que tantas pessoas se calam, nomeadamente gente com responsabilidade na defesa dos direitos das crianças, e que sabem bem que o direito a uma mãe ou a um pai, não é uma prorrogativa de quem a procriou, mas da própria criança. Porque não tornam pública uma opinião fundamentada sobre o que acontece não só neste caso mas no de tantos outros "famosos" que repetidamente enchem as páginas dos media, uma opinião que nos ajude a refletir?
 
Deixa-me perplexa porque é que os sábios não se chegam à frente para perguntar alto se é realmente isto que queremos, um futuro onde o dinheiro compra a técnica para tornar as crianças num produto consumível, produzido cada vez mais "à carta"?  Consubstanciando, além do mais, um negócio de compra e venda de seres humanos.
 
E, já agora, porque estão silenciosos os Historiadores, que sabem bem que embora mascarado de admirável mundo novo, o que vemos agora acontecer é, na essência, um retrocesso civilizacional. Os homens ricos e poderosos punham, sem pestanejar, o corpo das mulheres ao seu serviço. As "barregãs" que viam o filho reconhecido pelo rei, eram recompensadas "pelo uso do seu corpo" (a expressão é mesmo esta), e os infantes criados na corte, educados com todos os privilégios que o divino sangue paterno ditava. Soa familiar? Muito, mas convinha também recordar como os direitos das mulheres e das crianças evoluíram desde aí, como de pouco vale pugnar por quotas nas empresas se aceitamos fechar os olhos a coisas como estas.
 
E nós todos, cidadãos comuns, mas que temos voz e voto, em que é que ficamos? Basta uma vista rápida aos comentários à notícia para perceber que, para muitos, a fama e o dinheiro parecem compensar tudo. Se a criança pergunta pela mãe, que importa que lhe digam que morreu ou viaja (como li nas declarações de uma das irmãs Aveiro), se em troca pode entrar pelo campo adentro ao lado do pai mais famoso do mundo (com todo o mérito), que diferença faz que um dia deixe de perguntar por ela e se remeta a um silêncio deprimido, se pode viajar, viver numa mansão de infinitos quartos, realizar todos os desejos e herdar um dia a fortuna do craque? Decididamente, talvez tantos se calem porque, secretamente, davam a mãe para serem filhos do Cristiano Ronaldo."
 

terça-feira, 4 de julho de 2017

A Injustiça do Chumbo

Uma das polémicas dos jornais de hoje, trata as supostas orientações do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, às escolas, sobre as transições, retenções, aprovações ou reprovações dadas aos alunos com negativas.

Diz a notícia que as tais orientações admitem o "chumbo" apenas como medida excepcional, e que o Ministério reconhece que o "chumbo" é "ineficaz, caro, punitivo e segregador".

Toda esta informação, não me apanha desprevenida, já que esta luta pedagógica sobre quem reprova ou fica retido no mesmo ano escolar, não é nova, vem até de há muitos anos, aquilo que me incomodou nesta noticia foram os comentários dos leitores. Ora vejamos alguns:


“A minha filha, no 7° ano, teve colegas a transitar de ano com 6 negativas e até, alguns, com faltas disciplinas. Ainda ontem me questionou de que vale estudar tanto... Claro que teve resposta, mas compreende-se a desmotivação de muitas crianças.

 “Concordo em tudo o que disse...na turma do meu filho passaram alunos com 4,5 e 6 negativas, faltas disciplinares, enfim.....o meu estudou, batalhou para sempre para subir as notas e eu ( e ele claro) perguntamos será que vale a pena com estes métodos de passagem de ano.

 
Não quero maçar, com a transcrição de todos os comentário, até porque esta pequena amostra, é exemplo claro do meu incomodo, e da minha canseira, mal-estar e até indisposição quando me deparo com esta gentinha, que cria a sua justiça por comparação ao mau dos outros.
 
Na realidade haveria injustiça se os filhos dos autores dos comentários acima, tivessem "chumbado", mas na realidade isso não aconteceu. Ao que tudo indica, os seus filhos estudaram imenso durante o ano, trabalharam e virem refletido na pauta o produto desse trabalho, pelo que não foram injustiçados.
Ao lê-los fico com a ténue impressão que pretendiam estes pais que os seus filhos subissem ainda mais as notas por solidariedade aos que passam de ano sem saber ler nem escrever.
 
Embasbaco, com a facilidade, que em geral as pessoas tem de se nivelar pelos outros, a perplexidade para tamanha falta de noção individual é gigante. Cada um sabe de si, se os alunos passaram sem saber, vão ter problemas graves no futuro escolar, não é transmissível pelo ar, as notas dos seus filhos foram o alcance da sua avaliação, não dos outros.
Para quê comentar desta forma, o importante na noticia, é a mascara que os alunos de Portugal põem nos conhecimentos e não a mesquinhez do "o meu filho sabe mais e sente que não vale a pena estudar!" Porra o puto estuda para quê? Para ter nota ou para saber?

sexta-feira, 30 de junho de 2017

A Resiliência

Ter capacidade para enfrentar as crises, os traumas, as perdas, as adversidades, transformações ou rupturas, recuperar-se perante as mesmas é ser resiliente. E a interação com os outros é fundamental, para a superação, a resiliência é empática, é feita de parcerias e encontros, convida-nos ao amor.
 
Ser inteligente, reflexivo e responsável é o início do caminho para a resiliência, mas esta exige também uma força de vontade enorme de ser atingida, e uma grande tolerância à mudança.
Faz parte da sua construção a definição de objetivos, o optimismo, o respeito pelo comportamento, só assim se consegue fortalecer a estrutura emocional.
 
Resistir à pressão, não faz de nós resilientes, apenas resistentes, "segurar as pontas" é preciso, mas mais que isso o importante é aprender com as dificuldades, ter flexibilidade, capacidade de adaptação e muita criatividade para encontrar soluções alternativas.
 
Perder o orgulho, a insegurança, acreditando que o fracasso por vezes é a melhor opção, para nos podermos reerguer, dá-nos a verdadeira força para suportar o sofrimento, aprender com ele e crescer pessoalmente.
 
A resiliência permite-nos conjugar os fatores externos e internos, como a subjetividade e as circunstâncias sociais, produzindo um sentido para a nossa vida, um rumo, um caminho; dá-nos uma direcção que perpassa os objectivos e nos ajuda a alcançar os projectos escolhidos.
 
Esta força mental, proporciona-nos a possibilidade de compreender a diferença entre ser duro e ser forte, de entender a falsa tenacidade, e de vislumbrar a felicidade de conseguir absorver os impactos antes das fracturas.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

E viveram felizes para sempre

A noiva não é princesa de verdade, é apenas irmã de uma princesa de verdade, mas ia tão feliz, tão bonita e elegante que parecia uma verdadeira princesa.
A história não saiu de um conto de fadas, mas espero que termine como tal,
e viveram felizes para sempre.






quinta-feira, 16 de março de 2017

Neurônios receptores olfatórios!!!

Estas coisas do mau cheiro, são assim, como dizer... incómodas. Não existe pessoa no mundo, creio eu, que goste de gases mefíticos, fétidos, infectos, pestilentos, vá em suma o cheirinho a "pum" não é do agrado das pessoas em geral!
 
Mas o assunto torna-se mais desagradável, quando encontro o mau cheiro quando entro num sítio fechado e o responsável pelo aroma desagradável está a sair! Quem sai normalmente já sai sem sentir o odorífero fedorento; apenas sabe que o deixou, porque sabe o ar que liberta, mas na realidade olfativamente já não o sente, agora eu que estou a entrar, tenho os neurônios receptores olfatórios, (células de transdução de sinal do sistema olfativo presente no epitélio olfatório) não saturados, e deparo-me imediatamente com um constrangimento respiratório complexo. Se me volto e saío para aliviar as minhas células receptoras sensoriais, a outra pessoa pode ficar melindrada, perceber que eu dei conta que libertou o que devia deixar guardado e cria-se um episódio molesto, mas gerível, afinal posso alegar sempre que me esqueci de qualquer coisa e o outro vai ficar na dúvida.
 
Acontece que existe, em particular, um sítio, que nos ensinaram em criança ser convencionalmente permitido libertar esses tormentos.
Quando vou à casa-de-banho, rezo a todos os santinhos para não apanhar congestionamento na hora de entrar, não quero cruzar-me com quem saí, e muito menos encontrar o cheirinho podre.
Recuar está fora de questão, então eu vou entrar e depois não entro para fazer o que preciso? Não está bem. Dou ideia que estou tolinha; o compasso de espera não atenua o cheiro por isso não vale a pena usar essa cartada. 
Então? Então entro!!! E se a casa de banho tiver janela, o episódio pode melhorar substancialmente, aquelas respirações profundas ao pé da janela ajudam, já que a despolarização do neurônio olfatório tem um funcionamento rápido, pois temos um canal aberto à entrada de sódio e cálcio que em alta concentração iniciam uma cascata de eventos que geram a dessensibilização do neurônio receptor olfatório.
 
E se não tiver janela? Pois bem! É colar as narinas e treinar para os 3 min sem respirar!!! Eu cá não me armo em corajosa, recuso respirar o mais possível para que as sinapeses nos glomérulos com as células mitrais saturem e deixem de indicar a presença daqueles odorantes. Na verdade o odorante não desaparece, os neurónios é que deixam de o transmitir, e por isso ficamos com a falsa ideia que já passou, eu cá não quero isso para mim.
 
Posto isto, e tendo em conta que temos um outro sentido muito sensível, aos desagradáveis afetos desta vida, como a visão, espero sempre que o meu antecessor, seja limpinho e não me deixe boiadores nem rastros! É desagradável. Já tenho de levar com o pivete não preciso de inundar de imagens o meu cérebro! É que a memória é tramada...

Outra coisa que me apoquenta quando me cruzo na entrada da casa-de-banho com alguém, é o depois, quando eu sair, este cheirinho permanece, se aparece alguém a entrar quando estou a sair vai achar que fui eu... apoquenta-me que outros pensem de mim, aquilo que penso dos outros... "cambada de c@&#"s;

"Amor é Sintese"

Por favor, não me analise
Não fique procurando
cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise
profunda, quanto mais eu !
Ciumenta, exigente, insegura, carente
toda cheia de marcas que a vida deixou :
Veja em cada exigência
um grito de carência,
um pedido de amor !
Amor, amor é síntese,
uma integração de dados:
não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
(ninguém abraça um pedaço),
me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeita, amor!
 
Mirthes Mathias

terça-feira, 7 de março de 2017

Transplante de Coração Artificial

Foi ontem,
no Hospital de Santa Maria, 



que se fez o primeiro transplante de um coração artificial,
pelas mãos do cardiologista José Fragata, 
foi um sucesso.


quinta-feira, 2 de março de 2017

Tenho o coração pequenino

Adiei o mais que pude esta decisão, adiei, adiei, até não conseguir encontrar mais nenhuma razão que justificasse a permanência dos meus filhos no colégio que estavam até sexta passada.

O investimento que mensalmente fazia não apresentava retornos positivos, cada dia que passava se notava mais a falta de fio condutor de acções, de projectos e desenvolvimentos.

Durante meses, recusava-me a ver que aquela fosse a vontade do colégio, que a via da mediocridade fosse efectivamente o que pretendiam, para mim o elevar, cultivar e trabalhar a educação e aprendizagem só podem ser as prioridades de qualquer instituição de ensino; recusava-me a interiorizar que um colégio privado, estivesse constantemente a comparar-se com o público; recusava-me a acreditar que a direcção pudesse ser concordante com métodos repressores, ultrapassados e retroados, sendo usado o reforço negativo, a redução de auto-estima dos alunos, a aplicação de sofrimento emocional, a descriminação e em alguns contextos o bullying institucional.

Por isso e depois de várias intervenções junto da direcção da escola, decidimos que não podiam continuar naquele colégio até ao fim do ano, iria ser mais prejudicial que as "dores" da mudança a meio do ano, e então mudamos!

Hoje tenho o coração pequenino, hoje foi o primeiro dia de aulas no colégio novo. Estou com o coração pequenino, porque os meus pintainhos estão em processo de mudança, mas ao mesmo tempo, sinto um alívio, um alívio enorme.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

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